Investimentos 2010 – Rio de Janeiro
Sistema FIRJAN – Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro
Investimentos em série
O Rio de Janeiro vive um excelente momento de sua história. Nos próximos três anos, receberá investimentos públicos e privados superiores a R$ 107 bilhões, o que o coloca como o estado de maior destaque no atual cenário econômico brasileiro.
Vivemos uma transformação econômica e social. O petróleo, sem dúvida, é uma alavanca da economia fluminense, com uma cadeia enorme de empresas e fornecedores. Mas outros setores da economia apostam na transformação do Rio de Janeiro. É o caso da siderurgia. A gigante CSA ThysenKrupp, por exemplo, em breve estará inaugurando sua planta industrial.
Outros projetos de grande vulto, como o Porto do Açu, o Comperj, o Arco Metropolitano e Angra 3, apenas para citar alguns, irão dinamizar ainda mais as atividades industriais e trazer os benefícios do desenvolvimento sustentável.
Este estudo, Decisão Rio, é mais uma contribuição do Sistema FIRJAN para o setor produtivo e para nosso desenvolvimento. Um mapeamento dos investimentos que poderá servir como instrumento eficaz para indústrias fluminenses que queiram ampliar seus negócios, pequenas e grandes empresas do país e do exterior que aqui pretendem se instalar, auxiliar no planejamento de ações do poder público e fornecer informações à sociedade como um todo.
O Decisão Rio ganhou também uma versão no Google Earth. O Sistema FIRJAN é a primeira instituição a usar este serviço de mapeamento dos investimentos no nosso Rio de Janeiro, por meio desta poderosa ferramenta. Ela ajudará a identificar, de forma visual e imediata, os investimentos em cada região, relacionando-os com as demandas futuras de mão-de-obra e da cadeia produtiva.
Espero que tirem o máximo proveito deste trabalho e que ele os ajude na decisão de investir cada vez mais em nosso estado.
Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira
Presidente do Sistema FIRJAN
Apresentação
A Gerência de Infra-Estrutura e Novos investimentos do Sistema FIRJAN realiza anualmente uma pesquisa das intenções de investimentos no Estado do Rio de Janeiro, intitulada Decisão Rio, junto aos próprios investidores privados e estatais, para um período prospectivo de três anos. O seu objetivo é mostrar as tendências de investimentos e apresentar oportunidades de negócios aos tomadores de decisão do setor público e da iniciativa privada.
A presente edição, que compila um valor recorde de investimentos – mais de R$ 107 bilhões anunciados até o mês de julho de 2007 para o período 2008-2010 – traz, além da tradicional análise do perfil e evolução da economia fluminense e da apresentação dos números dos investimentos, diversas novidades, configurando-se como um instrumento valioso para os empresários – nacionais ou internacionais – que desejam investir no Rio de Janeiro: primeiro, dedica uma seção inteira ao detalhamento dos principais projetos de investimento, com informações referentes ao valor, mercado potencial, oportunidades de negócios, cronograma de implantação e estágio atual do empreendimento. Segundo, traz uma abordagem totalmente inovadora ao mapear no software Google Earth todos os investimentos listados.
Com essa ação, o Sistema FIRJAN orgulha-se de colocar o Rio de Janeiro na fronteira tecnológica como o primeiro estado do mundo a ter os investimentos anunciados para os próximos anos georreferenciados e disponibilizados aos investidores. Essa ferramenta permite, ainda, estudar novas possibilidades de investimentos e sinergias, evidenciando ainda mais as vantagens de se empreender no Rio de Janeiro. Por fim, o Decisão Rio 2008-2010 foi editado tanto em português quanto em inglês, dada a parceria entre a Gerência e o Centro internacional de Negócios (CIN) do Sistema FIRJAN e a intenção de torná-lo um verdadeiro mapa das oportunidades para os investidores estrangeiros.
Ao realizar esse mapeamento e oferecê-lo ao público e aos investidores, o Sistema FIRJAN tem a certeza de estar contribuindo para o desenvolvimento econômico fluminense e para atração de novos investimentos para o Estado. Com ele, o Rio de Janeiro certamente deixará de ser uma opção para se tornar, definitivamente, uma Decisão.
Total dos investimentos previstos
Os investimentos anunciados no Rio de Janeiro no período entre 2008 e 2010 somam R$ 107,3 bilhões, o que resultará na criação de mais de 310 mil novos empregos diretos e indiretos.
A indústria de transformação
O grande destaque é o setor siderúrgico, cujo volume de investimento, da ordem de R$ 17,4 bilhões, atingirá 60% do total de R$ 29,2 bilhões a ser realizado na indústria de transformação. Considerando-se apenas os investimentos da Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA) e da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), o montante é de quase R$ 15 bilhões. No setor petroquímico, destaca-se a implantação do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), maior investimento atualmente em andamento no país, que está sendo realizado pela Petrobras e que entrará em operação em 2015. Os investimentos são da ordem de R$ 17,7, bilhões, dos quais R$ 6,3 bilhões previstos até 2010.
Outros investimentos da Petrobras
A Petrobras tem peso significativo nos investimentos previstos, e os investimentos divulgados de forma agregada pela companhia somam R$ 39,7 bilhões no período, ou seja, 37% do total. 1
Infra-Estrutura
O Rio de Janeiro receberá uma grande soma de investimentos em infra-estrutura: são R$ 28,4 bilhões, ou seja, 27% do total.
A logística do estado será a grande beneficiada, uma vez que quase metade dos recursos será canalizada para esta área. A construção do Arco Metropolitano, a implantação do Complexo Logístico do Açu e a modernização do Aeroporto internacional Tom Jobim são alguns destaques da área, uma vez que reforçam a competitividade do Rio de Janeiro.
Na área de energia, o estado será beneficiado pela implantação de Angra 3, pela construção da Usina Hidrelétrica de Simplício e da Termelétrica do Porto do Açu, aumentando a sua capacidade de geração de energia. Os investimentos totais em energia superam R$ 12 bilhões, ou seja, 43% do total previsto na área de infra-estrutura.
Turismo
Estão previstos investimentos da ordem de R$ 9 bilhões, concentrados, sobretudo, na Região da Costa do Sol, no Leste Fluminense. Búzios, Maricá e Cabo Frio receberão grandes empreendimentos turísticos.
Distribuição regional
Ao município do Rio de Janeiro será destinado o valor de R$ 13,7 bilhões. Além da grande soma advinda do setor siderúrgico, cabe mencionar os investimentos da indústria naval, tanto no que diz respeito às encomendas quanto à expansão/modernização dos estaleiros.
Cabe destacar os investimentos no Leste Fluminense, em especial o Comperj e a Fazenda São Bento da Lagoa. Na Baixada, os empreendimentos na área de influência do Porto de Itaguaí, como por exemplo, a instalação da nova unidade da CSN e da Coquepar. No Norte, sobressaem a revitalização do plantio da cana-de-açúcar e a implantação de novas usinas de álcool visando o mercado mundial de etanol.
Competitividade da Economia Fluminense
O Estado do Rio de Janeiro vive um ciclo de desenvolvimento sustentado, e sua economia altamente diversificada corresponde à segunda unidade da federação em termos de Produto interno Bruto (PIB). Em 2006, o PIB fluminense superou a marca recorde de R$ 300 bilhões, representando 13% da produção nacional – há 10 anos este percentual era inferior a 11%. Comparando-se aos demais países da América Latina, o PIB fluminense é superior ao do Chile, Colômbia e Peru, e em termos per capita é imbatível tanto dentre os estados brasileiros como em toda a América do Sul.
Sua extensão territorial corresponde a 43.910 km2 de bela topografia banhada pelo mar e clima agradável com excelente infra-estrutura (incluindo aeroportos, portos e extensa malha rodoviária), além de privilegiada localização no epicentro da produção nacional – cerca de 65% da produção nacional situa-se em um raio de 500 km da capital estadual. Ademais, com o maior índice de urbanização (96,8%) e uma das menores taxas de desemprego do país (8%), sua população de 15,6 milhões de habitantes exibe bons indicadores sociais, de escolaridade e de saúde.
A atual marcha de desenvolvimento fluminense tende a aumentar ainda mais o ritmo, tendo em vista o programa de volumosos investimentos públicos e privados para os próximos anos – mais de R$ 107 bilhões entre 2008 e 2010. Este cenário otimista alicerça-se no bom quadro econômico do Estado e maior alinhamento entre os governos estadual e federal.
Indício de pujança econômica fluminense aparece em seu setor externo, que cresce a passos largos. Ao final de 2006, as exportações fluminenses superaram US$ 11 bilhões, aumentando mais de 500% desde 2000, passando da 9a para a 4a posição entre os maiores estados exportadores no período. Uma análise mais detalhada evidencia que a indústria extrativa do petróleo liderou em 2006, com 58% do total exportado, seguida pelas indústrias química (12%) e metalúrgica (11%). Outro ponto positivo consiste na crescente pulverização de mercados compradores e produtos exportados pelas indústrias fluminenses.
Em termos fiscais, o Estado do Rio de Janeiro também mostra envergadura ao contabilizar receitas correntes de R$ 34 bilhões em 2006 – superior às receitas totais, incluindo todas as esferas de governo, de Uruguai, Bolívia e Paraguai juntas. Entre as maiores fontes de financiamento, sobressai-se o imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (iCMS), cuja arrecadação, totalizada em R$ 14,5 bilhões, correspondeu a 74,3% de toda a receita tributária do Rio de Janeiro em 2006. Os royalties sobre a exploração de petróleo, classificados como receitas patrimoniais não-tributárias, constituem a segunda maior fonte de receita estadual, tendo atingido R$ 5,1 bilhões em 2006.
A robustez do crescimento da economia fluminense fundamenta-se, sobretudo, na força de sua indústria. O parque industrial fluminense é muito dinâmico e evoluiu de forma positiva nos últimos dez anos, com ganhos de produtividade em toda a cadeia produtiva. A participação da indústria no PIB fluminense saltou de 32%, em 1997, para níveis superiores a 47%, a partir de 2004. Em números, há aproximadamente 550 mil trabalhadores industriais formais alocados em mais de 21 mil empresas em todo o Estado. Além disso, as cinco maiores empresas brasileiras têm sua sede no Rio de Janeiro: Petrobras, Petrobras Distribuidora, ipiranga, Companhia Vale do Rio Doce e Shell.
A indústria extrativa do norte fluminense foi a que mais cresceu nos últimos dez anos, desempenhando participação fundamental no sucesso industrial do Estado. Sua participação no PIB fluminense saltou de 3%, em 1997, para aproximadamente 20% atualmente. O Estado do Rio de Janeiro tornou-se o maior produtor de petróleo e gás natural do país, respondendo por 85% e 45% da produção nacional, respectivamente. De produção praticamente inexistente em 1996, o crescimento médio anual da extração de petróleo em águas profundas foi de 19,6%, atingindo a marca de 1,7 milhão de barris por dia. Este volume qualifica o Rio de Janeiro como um dos maiores produtores mundiais de petróleo, superando até mesmo a produção de países pertencentes à Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), como Argélia e Nigéria.
As cifras bilionárias do setor petrolífero têm grande poder multiplicador em outras indústrias do Estado. Apenas os royalties e a participação especial referentes à exploração extrativa já renderam montantes superiores a R$ 10 bilhões às prefeituras da região norte fluminense nos últimos dez anos, quase o dobro da arrecadação própria de tributos municipais de todo o Estado. Com efeito, o Produto interno Bruto do conjunto de cidades fluminenses produtoras de petróleo mais que triplicou em termos reais no período entre 1999 e 2004, ao passar de R$ 19,4 bilhões para R$ 66,1 bilhões, segundo cálculos do instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (iBGE). O grande desafio destes municípios está em canalizar os recursos para viabilizar o nascimento de outras indústrias e atividades econômicas não ligadas apenas ao petróleo, dado que as reservas de petróleo tendem a se reduzir no longo prazo. Assim, grandes investimentos em infra-estrutura estão sendo feitos, com muitas oportunidades geradas na medida em que as prefeituras buscam atrair empresas. Desde modo, vários distritos industriais, gozando de incentivos fiscais e generosos financiamentos, diversificam a economia da região.
As externalidades da indústria extrativa também geram dividendos para as indústrias petroquímica e de refino de petróleo. Um dos mais importantes investimentos em execução refere-se ao Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). Estima-se que a produção de plásticos do Estado aumentará 300% quando o Comperj começar a produzir, em 2015, com impacto positivo de até 7% sobre o PIB fluminense.
Outra indústria beneficiada indiretamente pelo setor petrolífero é a naval, cuja representação fluminense corresponde a 75% do total nacional. Na esteira da demanda por navios e plataformas de produção de petróleo e gás, os estaleiros fluminenses já planejam criar 55 mil novos postos de trabalho. Neste sentido, pelo menos 20 estaleiros já foram reabertos ou revitalizados com apoio do governo estadual. Este setor também se encontra favorecido pelo atual aquecimento do comércio internacional, cuja demanda por fretes marítimos aumentou bastante nos últimos dois anos – o que remete a outro pólo de desenvolvimento: os portos fluminenses.
Os investimentos previstos em portos fluminenses estão revolucionando o cenário logístico estadual, notadamente os portos de Açu, Itaguaí e Barra do Furado. O primeiro deles, um empreendimento privado de quase R$ 5 bilhões, será destinado prioritariamente ao escoamento de minério de ferro. Localizado ao norte do Estado, em São João da Barra, este grande terminal logístico irá se constituir como um dos portos mais profundos do Brasil, com perspectivas de se tornar a grande âncora econômica da região. Por sua vez, o Porto de Itaguaí, também conhecido como Porto de Sepetiba, por estar localizado na baía de mesmo nome, ocupa uma área de 10 milhões de m2 ao sul do Estado, e tem potencial para se firmar como hub da América do Sul, após a finalização das obras de dragagem e construção de novo terminal. Sua importância econômica será potencializada com a construção do Arco Metropolitano, obra que está prevista para iniciar em 2008 e que integrará os cinco grandes eixos rodoviários do país.
Ao mesmo tempo, o setor siderúrgico do sul fluminense está em pleno processo de expansão, com capacidade de se tornar o maior pólo da siderurgia nacional, internalizando atividades de pesquisa e outros ramos produtivos associados à produção de aço. Com grande soma de investimentos, acompanhada do apoio do Sistema FIRJAN na capacitação de trabalhadores, mesmo sem produzir o minério bruto, o Estado consolidará seu poder de influência sobre operações que envolvem tanto as matérias-primas como os produtos no mercado doméstico e internacional.
O avanço da indústria automobilística é outro exemplo do potencial e dinamismo da economia fluminense. Em uma década, o Rio de Janeiro viu a região do Médio Paraíba (em especial, os municípios de Resende e Porto Real) transformar-se em importante pólo da indústria automobilística brasileira.
Por fim, a indústria fluminense do turismo vive um momento de expansão e revitalização, com mais de 25 mil quartos e uma taxa média anual de ocupação de 70%, sendo a cidade do Rio de Janeiro a mais visitada do Brasil. Em 2007, obteve duas importantes vitórias que se constituíram como verdadeiros marcos para o setor – a eleição do Cristo Redentor entre as sete novas maravilhas do mundo e a realização, com sucesso, dos Jogos Pan-Americanos – ambos apoiados pelo Sistema FIRJAN. A nova fronteira comercial do setor, porém, consiste no incremento do turismo de negócios e na maior interiorização das visitas turísticas, e será favorecida pela construção de resorts em diversos pontos do litoral fluminense. Neste sentido, novos investimentos na melhoria da infra-estrutura de organização de congressos, feiras e eventos, além da capacitação da população do interior, estão a caminho.
O Estado do Rio de Janeiro é, enfim, uma terra de oportunidades para os empresários – nacionais ou internacionais – dos mais diversos setores. Esta nova edição do Decisão Rio constitui-se em um mapa para o investidor, permitindo uma visão mais profunda do processo pelo qual passa o Estado hoje, cuja força motriz alicerça-se não somente no dinamismo passado mas também na extensão e diversidade de investimentos públicos e privados futuros. Dar visibilidade a esse processo faz parte da missão do Sistema FIRJAN de potencializar o desenvolvimento fluminense com a expansão do espírito empresarial, como evidenciado pelos projetos a seguir.
Investimentos anunciados para o período 2008-2010 no Rio de Janeiro
Investimentos no Rio de Janeiro
No período de 2008 a 2010 serão investidos no Estado do Rio de Janeiro um total de R$ 107,3 bilhões, com estimativa de geração de mais de 310 mil postos de trabalho diretos e indiretos. São investimentos públicos e privados, de capital nacional e estrangeiro, com objetivos de implantação de novas plantas ou de modernização e expansão das já existentes. Os destinados à implantação respondem por 51% do total e os 49% restantes se dividem em expansão e modernização e construção de embarcações.
Os investimentos serão realizados em diversos setores da economia, seja naqueles em que o Estado já possui uma vocação natural seja em novos segmentos, criando assim inúmeras oportunidades de negócios no Rio de Janeiro.
Por setor
Os investimentos industriais respondem por 64% do total previsto, ou seja, R$ 68,9 bilhões, englobando os investimentos da indústria de transformação, que somam R$ 29,2 bilhões, e os da Petrobras, da ordem de R$ 39,7 bilhões no período em análise.
A indústria de transformação
Os investimentos no setor siderúrgico respondem por 60% do total a ser realizado na indústria de transformação do Rio de Janeiro: serão R$ 17,4 bilhões até 2010. Desse total, 96% dos recursos serão destinados à implantação de quatro novas usinas, que somam R$ 16,7 bilhões.
Entre os projetos de maior destaque encontram-se o da Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA), um investimento de R$ 7,2 bilhões, e o da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), da ordem de R$ 7,6 bilhões. A esses projetos, soma-se ainda a construção da nova usina do Grupo Votorantim, que demandará recursos de R$ 1 bilhão, e a implantação de uma nova planta da Gerdau, com investimento previsto de R$ 930 milhões.3
Além dos projetos de implantação, cabe mencionar a expansão da Siderúrgica Barra Mansa, do Grupo Votorantim, localizada na região sul do Rio de Janeiro, e da Cosigua, siderúrgica do Grupo Gerdau localizada na capital fluminense.
Outro grande destaque é a construção do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). É o maior investimento da história da Petrobras: serão R$ 17,7 bilhões até 2015 (dos quais R$ 6,3 bilhões previstos até 2010), a ser realizado no município de Itaboraí, que deverá gerar uma grande transformação na dinâmica econômica desse município e dos municípios vizinhos. O objetivo é a implantação de uma refinaria petroquímica, uma Unidade de Petroquímicos Básicos (UPB) e um conjunto de Unidades Petroquímicas Associadas (UPA’s). O município vizinho, São Gonçalo, receberá, por sua vez, a Central de Escoamento de Produtos Líquidos e o Centro de integração. A Petrobras estima que o empreendimento vai gerar cerca de 212 mil empregos diretos e indiretos.
Além dos investimentos no setor siderúrgico, cabe destacar as inversões da indústria naval. Os investimentos a serem realizados na expansão e modernização dos estaleiros, somados às encomendas dos armadores, totalizam R$ 2,6 bilhões, incluindo-se neste montante as encomendas da Transpetro (subsidiária da Petrobras).
Investimentos da Petrobras
Os investimentos da Petrobras previstos para o Estado do Rio de Janeiro somam R$ 39,7 bilhões no período de 2008 a 2010. Esses investimentos dizem respeito ao desenvolvimento da produção de petróleo e gás natural na Bacia de Campos, à construção de gasodutos e terminais de gás natural liquefeito, à construção de um novo Centro integrado de Processamento de Dados, bem como ampliação e modernização do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes), à ampliação da Refinaria de Duque de Caxias (Reduc), dentre outros. Embora o valor individual desses investimentos não possa ter sido identificado, o valor global e o prazo foram divulgados pela Petrobras em seu plano de investimentos.
Infra-Estrutura
O Estado do Rio de Janeiro receberá um grande volume de investimentos em infra-estrutura nos próximos anos: serão R$ 28,4 bilhões, o que representa 27% do total previsto até 2010.
Verifica-se que 41% dos recursos, cerca de R$ 12 bilhões, serão destinados à área de logística. Vale destacar nesta categoria os investimentos no Arco Metropolitano, um montante de R$ 802 milhões. O Arco, que contornará a região metropolitana do Rio de Janeiro, ligará grandes eixos rodoviários nacionais ao Porto de Itaguaí. Além disso, interligará os dois maiores investimentos em andamento no Estado, a CSA e o Comperj, passando ainda pela Baixada Fluminense, região que receberá um grande volume de investimentos no período em análise, e onde está localizado o pólo gás químico do Estado. 5
Ao lado do Arco Metropolitano, os investimentos a serem realizados no Aeroporto internacional Tom Jobim, na cidade do Rio de Janeiro, e a implantação e a construção do Complexo Logístico do Açu, em São João da Barra, reforçam as vantagens logísticas do Rio de Janeiro. Além disso, cabe ressaltar os investimentos superiores a R$ 12 bilhões a serem destinados à geração e transmissão de energia no período em questão. A construção de Angra 3, um investimento total de R$ 7,2 bilhões, da Usina Hidrelétrica de Simplício (R$ 1,2 bilhão) e da Termelétrica do Porto do Açu (R$ 5,2 bilhões) são destaques na área de geração. 6
Turismo
No setor de turismo, os investimentos para o período 2008-2010 somam R$ 9 bilhões, ou seja, 8% do total previsto para o Estado.
Os destaques estão nos grandes empreendimentos turísticos na região da Costa do Sol, em especial nos municípios de Búzios, Maricá e Cabo Frio.
O maior investimento, a Fazenda São Bento da Lagoa, no município de Maricá, ainda em análise, deverá injetar R$ 8 bilhões na economia da região. O projeto prevê a instalação de um resort em uma área de 8 km2 e será executado por um grupo de investidores luso-espanhol. Em função do terreno já adquirido pelo grupo investidor estar situado em uma Área de Proteção Ambiental (APA) do Município, sua realização ainda depende do licenciamento ambiental.
Outros resorts também são planejados na região. No Superclubs Breezes, em Búzios, serão investidos R$ 120 milhões, e na Reserva do Peró, em Cabo Frio, R$ 600 milhões.7
Por regiões do Estado
O Leste Fluminense receberá o maior volume de investimentos previsto para o período 2008-2010, seguido pelo município do Rio de Janeiro, como mostra o Gráfico 3 a seguir.
Leste Fluminense
O Leste Fluminense receberá 15% do total, ou seja, R$ 16,1 bilhões. Grande parte desse valor diz respeito à implantação do Comperj, que tenderá a atrair empresas da terceira geração petroquímica (plásticos) para o entorno da região. A região também receberá diversos projetos turísticos nos municípios de Búzios, Cabo Frio e Maricá, conforme mencionado anteriormente, com grande potencial de atração de empresas de comércio e serviço que integram a cadeia produtiva do turismo.
Município do Rio de Janeiro
Ao município do Rio de Janeiro está destinada parte significativa dos investimentos mapeados do setor naval. De um total de 13 navios a serem licitados pela Transpetro, nove serão construídos pelo consórcio Rio Naval, do Rio de Janeiro – constituído pela MPE Participações e Administração S.A., que tem 90% do capital social, e pela Sermetal Estaleiros Ltda., com os 10% restantes. O valor total dessas encomendas é de R$ 1,96 bilhão.
Além disso, o Estaleiro ilha S.A. (Eisa) recebeu encomendas de cinco navios porta-containeres da Log-in, braço logístico da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) e de dois graneleiros da Laurin do Brasil. Juntos, esses contratos somam cerca de R$ 528 milhões até 2010.
Considerando as encomendas de construção de um navio graneleiro, as encomendas do Eisa totalizam R$ 779,5 milhões.
O destaque no município fica por conta dos empreendimentos do setor siderúrgico, no entorno do Porto de Itaguaí. Em Santa Cruz será implantada a nova usina da ThyssenKrupp e da CVRD, a CSA, um investimento de R$ 7,2 bilhões, além da construção da nova usina do Grupo Gerdau (R$ 930 milhões). Na mesma região, está prevista a ampliação da Cosigua (R$ 480 milhões).
Também na Zona Oeste do Rio, nas proximidades do Porto de Itaguaí, estão previstos dois projetos da Michelin, que totalizam cerca de R$ 630 milhões. Um deles é a implantação de uma nova fábrica voltada à produção de pneus de mineração e terraplanagem junto à unidade já existente. O outro é a expansão da unidade já existente, também voltada para o segmento de pneus de carga.
Ao lado desses investimentos, as obras públicas a serem licitadas representam uma grande oportunidade para o setor da construção civil. Serão investidos R$ 409,7 milhões em obras de urbanização nas favelas do Alemão, Rocinha e Manguinhos. Além disso, a Prefeitura do Rio de Janeiro tem projeto para ampliação da rede de transportes de massa com a construção de uma ligação entre a Barra da Tijuca e a Penha, baseada na integração Ônibus-Metrô. O projeto está orçado em R$ 577 milhões e ainda será aberto o processo de licitação. Merecem destaque, ainda, os investimentos destinados à: Modernização do Aeroporto internacional Tom Jobim, que também está inserido no PAC e consumirá R$ 170 milhões; revitalização do Porto do Rio com Parceria Público-Privada para a qual, até 2010, serão necessários perto de R$ 245 milhões; e ampliação da Linha do Metrô Rio até a Praça General Osório, em ipanema, que consumirá R$ 308 milhões.
Baixada Fluminense – Área 1
Na Região da Baixada Fluminense, ainda na área de influência do Porto de Itaguaí, também estão previstas
inversões que totalizam R$ 8,9 bilhões. Destaca-se a construção da nova usina da CSN, de R$ 7,6 bilhões, que complementa os empreendimentos previstos do setor siderúrgico na região. Juntos, tornarão o Estado um importante pólo nacional de siderurgia.
Além disso, está prevista para a região, no município de Seropédica, a implantação da Companhia de Coque Calcinado de Petróleo S.A. (Coquepar), um investimento de R$ 338 milhões a ser realizado a partir de uma parceria entre as empresas Petroquisa, Unimetal e Brazil Energy. A empresa, cujo objetivo é a calcinação de coque verde de petróleo, terá capacidade de produção de 250 mil toneladas por ano.
No Porto de Itaguaí serão investidos R$ 529 milhões. São recursos destinados à dragagem (R$ 200 milhões) e à construção de um novo terminal de granéis sólidos (R$ 329 milhões), em especial para a movimentação de minério de ferro.
Norte e Noroeste Fluminense
Na Região Norte Fluminense, cabe ressaltar a implantação do Complexo do Açu, projeto da LLX na ordem de R$ 4,9 bilhões. Trata-se da construção de um terminal portuário no município de São João da Barra, de uma usina de pelotização, de piers off-shore com capacidade de receber navios de grande porte e de uma termelétrica. A Termelétrica do Porto do Açu terá uma potência instalada de 1,4 mil MW, sendo duas unidades geradoras a carvão de 700 MW. A usina, que começará a operar no segundo semestre de 2012, demandará investimentos de R$ 5, 2 bilhões, dos quais R$ 4,1 bilhões até 2010.
Além disso, cabe destacar novos projetos de investimentos no setor sucroalcooleiro a serem realizados no Norte Fluminense impulsionados, sobretudo, pela expectativa de crescimento de mercado mundial de etanol. Esses projetos são de grande importância para o setor na região, que no passado foi uma grande produtora de cana-de-açúcar. Entre os investimentos previstos, cabe ressaltar o projeto da Alcana Agroenergética, voltado à implantação de uma usina no município de Campos, que produzirá 45 milhões de litros de álcool por ano. As inversões da Alcana somam R$ 300 milhões.
Também, merecem destaque os investimentos da Elcana, de R$ 180 milhões, a ser implantada igualmente no município de Campos, além do projeto da Dequisa, de R$ 40 milhões, em Quissamã.
Na Região Noroeste Fluminense destaca-se o projeto de implantação da Agroindústria Bom Jesus do Itabapoana – em município de mesmo nome –, uma usina de álcool que entrará em operação em 2009 e será responsável pela geração de 7 mil empregos diretos e indiretos a partir de inversões de R$ 250 milhões.
Sul Fluminense
No Sul Fluminense destacam-se os investimentos em energia, em especial a implantação da usina nuclear de Angra 3, a ser construída no município de Angra dos Reis, na Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto (CNAAA), onde já se encontram as usinas nucleares Angra 1 (600 MW) e Angra 2 (1350 MW). O aumento da oferta de energia melhorará ainda mais a infra-estrutura do Estado.10
Cabe destacar também os investimentos em siderurgia a serem realizados pelo Grupo Votorantim na região. O primeiro diz respeito à construção de uma nova usina em Volta Redonda no valor de R$ 1 bilhão e o outro refere-se à modernização da Siderúrgica Barra Mansa, visando ao aumento da capacidade instalada em Barra Mansa.
Outro investimento de destaque em Volta Redonda, da ordem de R$ 238 milhões, é a implantação de uma fábrica de cimento da CSN, com produção inicial de 1,5 milhão de toneladas e geração de 70 empregos diretos e 180 indiretos.
Descrição dos investimentos e oportunidades
Nas páginas seguintes encontram-se informações resumidas sobre os principais investimentos compilados pelo estudo. Elas trazem os seguintes dados:
Segmento industrial.
Localização física.
Empreendedores.
Descrição do projeto e valor do investimento.
Mercado potencial.
Cronograma e estágio atual (referente ao 4º trimestre de 2007). Cabe ressaltar que no Brasil os investimentos requerem licença ambiental. Esse processo começa com a elaboração de um Estudo de impacto Ambiental (EiA) e com a apresentação de um Relatório de impacto Ambiental (RiMA), a partir do qual o investidor obtém a licença prévia. Após realizar audiências públicas nas localidades afetadas, os investidores precisam fazer ajustes no projeto para obter a licença de instalação, que permite o início das obras. Após a construção terminada, é expedida a licença de operação, que possibilita o início do funcionamento.
Oportunidades de negócios.
informações ainda mais detalhadas sobre os investimentos descritos ou oportunidades de negócios podem ser obtidas no Sistema FIRJAN. Tanto a Gerência de infra-Estrutura e Novos investimentos quanto o Centro internacional de Negócios (CIN) estão aptos a fornecer o apoio necessário para potenciais investidores nacionais ou internacionais que desejem se instalar ou realizar negócios com indústrias fluminenses. Cabe lembrar, ainda, que o mapeamento desses investimentos está disponível para ser utilizado no softare Google Earth.
Descrição dos Investimentos e Oportunidades – Investimentos Siderúrgicos
No período 2008-2010, o Rio de Janeiro receberá um grande volume de investimentos no setor siderúrgico, que tornará o estado fluminense o grande pólo de produção de aço no Brasil. Esses investimentos são importantes tanto pela sua magnitude quanto pelo impacto econômico que gerarão no Estado, em especial pela característica do setor de possuir uma extensa cadeia produtiva a jusante e a montante, como demonstra a figura abaixo, que deixa claro o leque de indústrias que podem ser beneficiadas com esse tipo de empreendimento.
Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA)
Segmento: Siderurgia.
Localização: Rio de Janeiro – RJ.
Empreendedores: 1) ThyssenKrupp Steel (90%); 2) Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) (10%).
Descrição do projeto: implantação de um complexo siderúrgico que engloba além de uma usina, uma termelétrica, uma coqueria e um terminal portuário. A capacidade de produção prevista da siderúrgica é de 5 milhões de ton/ano de placas de aço destinadas ao mercado externo e a coqueria terá capacidade de produzir 1,4 milhão de ton/ano de coque.
A implantação da CSA é o principal investimento da alemã ThyssenKrupp Steel no Brasil. A perspectiva é que a etapa de construção chegue a gerar 18 mil empregos e a fase de operação 3,5 mil empregos diretos e cerca de 15 mil indiretos.
Mercado potencial: a produção da CSA será totalmente destinada ao mercado externo. A estimativa da empresa é que 2 milhões de toneladas sejam exportadas para as suas instalações na Alemanha e para outros países europeus. Já os outros 3 milhões devem abastecer o mercado norte-americano, em especial, os Estados Unidos.
Valor do investimento: R$ 7,1 bilhões.
Cronograma de implantação: as obras do porto serão concluídas entre agosto e setembro de 2008 e as obras da siderúrgica deverão ser concluídas até dezembro do mesmo ano. O início das operações está previsto para março de 2009.
Descrição das oportunidades: fornecimento de produtos e serviços durante a fase de construção, considerando que a maior parte das obras de engenharia já está contratada; instalação de indústrias do ramo metal-mecânico no entorno do empreendimento para fornecer produtos e serviços após o início da operação; instalação de comércio e serviços, além de construção residencial para atender à demanda por novas moradias que surgirá no distrito de Santa Cruz e nos municípios de seu entorno.
Estágio atual: as obras foram iniciadas em junho de 2007.
Embora estejam mapeados investimentos de montantes ainda maiores, a construção da CSA é o maior investimento privado atualmente em andamento no país, e gerará uma grande modificação na dinâmica econômica local. O Sistema FIRJAN, através do SENAI-RJ, tem atuado em parceria com a CSA fornecendo treinamento para capacitar a mão-de-obra da localidade, mitigando assim os problemas que uma eventual migração desordenada de trabalhadores de outras localidades poderia causar ao desenvolvimento da região.
Para mais detalhes sobre esta oportunidade: riodejaneiro@multifocoassessoria.com.br
Companhia Siderúrgica Nacional (CSN)
Segmento: Siderurgia.
Localização: Itaguaí.
Empreendedores: Companhia Siderúrgica Nacional (CSN).
Descrição do projeto: construção de uma usina com três altofornos na área do Porto de Itaguaí, com capacidade de produção anual de 4,5 milhões de toneladas de placas de aço destinadas ao mercado externo. Estima-se que sejam gerados 2,5 mil empregos diretos na fase de operação. O investimento da CSN será, quando iniciado, o maior a ser realizado no setor siderúrgico no Brasil nos próximos três anos, superando o da CSA.
Valor do Investimento: R$ 7,6 bilhões.
Mercado potencial: o mercado externo será o principal destino da produção da nova usina, em especial para suprir a demanda de suas próprias laminadoras localizadas em Portugal, a Lusosider, e nos Estados Unidos, a CSN LLC.
Cronograma de implantação: a usina tem previsão de iniciar as operações em 2009, mas acredita-se que essa data deva ser postergada devido ao estágio atual de implementação e pela decisão da Baosteel de desistir da parceria que estava sendo estudada para o projeto.
Descrição das oportunidades: potencial interesse da CSN em obter novo parceiro, em substituição à Baosteel; demanda por contratação de empresas de engenharia e construção civil; instalação de indústrias do ramo metal-mecânico no entorno do empreendimento para fornecer produtos e serviços após o início da operação; instalação de comércio e serviços, além de construção residencial para atender à demanda por novas moradias, que surgirá no município de Itaguaí e redondezas.
Estágio atual: a empresa já obteve a licença prévia e está aguardando a licença de instalação e a definição da estratégia da companhia para dar início às obras.
Os investimenos totais da CSN no Brasil irão triplicar a capacidade de produção
da empresa nos próximos anos. O Rio de Janeiro terá importância significativa nesse processo, uma vez que 40% desse total será investido no estado.
Votorantim
Segmento: Siderurgia.
Localização: Resende – Região Sul Fluminense.
Empreendedores: Grupo Votorantim.
Descrição do projeto: construção de uma nova usina com capacidade de produção de 1 milhão de toneladas de fio-máquina e vergalhão. Estima-se que sejam gerados 4,3 mil empregos diretos e indiretos quando a unidade entrar em operação. A usina será construída em um terreno de 4,3 milhões de metros quadrados, a 50 quilômetros da outra usina do Grupo, a Siderúrgica Barra Mansa.
Valor do investimento: R$ 1 bilhão.
Mercado potencial: a produção será destinada ao mercado nacional de aços para a construção civil.
Cronograma de implantação: o projeto será desenvolvido em duas fases: na primeira serão investidos R$ 860 milhões, garantindo uma produção anual de 500 mil toneladas de laminados a partir de 2009. Na segunda etapa, que dependerá do comportamento da demanda, serão aportados recursos na ordem de R$ 152 milhões, adicionando 500 mil toneladas por ano à capacidade produtiva da empresa.
Descrição das oportunidades: instalação de indústrias do ramo metal-mecânico no entorno do empreendimento para fornecer produtos e serviços após o início da operação; instalação de comércio e serviços para atender à expansão da renda da população local; instalação de indústrias que utilizem o material como insumo em sua produção, próxima ao empreendimento, de forma a reduzir custos logísticos; fornecimento para as empresas de engenharia executantes da obra.
Estágio atual: lançada a pedra fundamental, obras iniciadas.
O Grupo Votorantim é um dos maiores grupos privados nacionais com operação em diversos setores como cimento, papel e celulose, energia, dentre outros. A atuação do Grupo na produção de aços longos, empregados na construção civil, se dá na Siderúrgica Barra Mansa, localizada no sul do Estado do Rio de Janeiro. Sua capacidade atual de produção é de 600 mil toneladas/ano. Os novos investimentos previstos pelo Grupo, que juntos somam R$ 1,3 bilhão, não só garantem que a capacidade de produção do Grupo Votorantim atinja 2 milhões de toneladas/ano, mas também que se destaque nacionalmente na produção de aços longos.
Para mais detalhes sobre esta oportunidade: riodejaneiro@multifocoassessoria.com.br
Siderúrgica Barra Mansa
Segmento: Siderurgia.
Localização: Barra Mansa – Região Sul Fluminense.
Empreendedores: Grupo Votorantim.
Descrição do projeto: a atuação da Votorantim no segmento de aços longos data de 1937, com a fundação da Siderúrgica Barra Mansa, no Estado do Rio de Janeiro. Atualmente, a usina tem capacidade de produção de 580 mil toneladas anuais de aços longos, tendo como principal destino o mercado interno da construção civil. O investimento projetado pela companhia prevê a ampliação e modernização da usina, que passará então a produzir 655 mil toneladas/ano.
Valor do investimento: R$ 253,2 milhões.
Mercado potencial: regiões Sul e Sudeste do país.
Cronograma de implantação: a usina começará a operar em 2009.
Descrição das oportunidades: demanda por contratação de empresas de engenharia e construção civil; instalação de indústrias do ramo metal-mecânico no entorno do empreendimento para fornecer produtos e serviços após o início da operação.
Estágio atual: licença prévia já obtida. A empresa aguarda agora a licença de instalação para iniciar as obras.
O Estado do Rio de Janeiro é o maior produtor de petróleo no Brasil. De fato, 85% da produção vem da Bacia de Campos, o que faz com que haja uma grande atividade da indústria petrolífera e de suas adjacentes no Estado. Já estão instalados no Rio de Janeiro a Refinaria de Duque de Caxias (Reduc), da Petrobras, com grande importância nacional na produção de derivados de petróleo; e o pólo gás-químico de Duque de Caxias, que reúne empresas de primeira, segunda e terceira geração da cadeia petroquímica, com destaque para a Riopolímeros. Os investimentos projetados para o período 2008-2010 – em especial a construção do Comperj, em Itaboraí – tenderão a aprofundar ainda mais a vocação natural fluminense, atraindo um número significativo de empresas de terceira geração, que buscarão ter, na facilidade de acesso às suas matérias-primas, um diferencial competitivo. Com isso, espera-se que esse setor seja um grande propulsor da economia do Rio de Janeiro nos próximos anos, gerando emprego, renda e oportunidades para a população e para as indústrias fluminenses.
A seguir, a descrição dos principais investimentos da indústria petroquímica para os próximos anos.
Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj)
Segmento: Petroquímica.
Localização: Itaboraí e São Gonçalo – Região Leste Fluminense.
Empreendedores: Petrobras, Grupo Ultra e Banco Nacional de Desenvolvimento
Econômico e Social (BNDES).
Descrição do projeto: instalação do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) em uma área de 20 milhões de m2, que irá abrigar, em uma mesma planta industrial, a Unidade de Refino e primeira geração ou Unidade de Petroquímicos Básicos (UPB); o conjunto de unidades de segunda geração ou Unidades Petroquímicas Associadas (UPA’s); e uma Central de Utilidades (UTiL), responsável pelo fornecimento de água, vapor e energia elétrica necessários para a operação de todo o Complexo. A UPB deverá consumir pelo menos 50% do total do investimento e será responsável pela produção dos petroquímicos básicos, que para esta unidade serão: a) Eteno – 1,3 milhão de toneladas/ano, b) Propeno – 880 mil toneladas/ano, c) Benzeno – 600 mil toneladas/ano e d) Paraxileno – 700 mil toneladas/ano. As UPA’S vão transformar estes produtos básicos em produtos petroquímicos como: Estireno – 500 mil toneladas/ano, Etilenoglicol – 600 mil toneladas/ano, Polietilenos – 800 mil toneladas/ ano, Polipropileno – 850 mil toneladas/ano e PTA/PET – 500 mil/600 mil toneladas/ano.
O Comperj introduz uma nova tecnologia, desenvolvida pelo Centro de Pesquisa da Petrobras (Cenpes), baseada em um diferencial que garante sua vantagem em relação a outras refinarias: a matéria-prima para a operação é o óleo pesado, um produto que o país exporta.
Essa tecnologia pioneira poderá gerar uma economia para o país de mais de US$ 2 bilhões/ano em divisas, já que haverá aumento da capacidade nacional de refino de petróleo pesado, com conseqüente redução da importação de derivados, como a nafta, e de produtos petroquímicos.
No projeto ainda está prevista a instalação da Central de Escoamentos de Produtos Líquidos e o Centro de integração, ambos em São Gonçalo. A Central de Escoamentos terá como objetivo otimizar a distribuição entre Itaboraí e os terminais de carregamento na Baía de Guanabara. A construção da Central está orçada em R$ 422 milhões. Já o Centro de integração de São Gonçalo tem como objetivo a capacitação da mão-de-obra para o Comperj.
O investimento será responsável pela geração de 212 mil empregos diretos e indiretos, além do efeito renda, de acordo com dados preliminares da Petrobras.
Valor do investimento: R$ 17,7 bilhões, dos quais R$ 6,3 bilhões estão previstos para o período 2008-2010.
O Comperj, como maior investimento em andamento atualmente no país, tem potencial de gerar impactos positivos mas também negativos na região onde se instalará, caso não sejam pensadas políticas públicas de desenvolvimento humano, urbano e industrial de seu entorno.
Ciente disso, o Sistema FIRJAN, através do SENAi-RJ, irá qualificar parte da população da região para que as oportunidades de trabalho possam ser aproveitadas localmente. Por fim, o Sistema FIRJAN contratou estudo para estimar os impactos econômicos do investimento. A partir do cruzamento de matrizes de demanda e oferta de infra-estrutura dos municípios, o estudo identifica as potencialidades regionais, evitando assim uma concorrência predatória por parte das prefeituras na atração de novos investidores.
Mercado potencial: a produção do Comperj será destinada ao mercado interno.
Cronograma de implantação: Engenharia Básica – conclusão prevista para meados de 2008.
Construção e montagem – a ser iniciada em meados de 2008 e concluída até 2014.
Plena operação: 2015.
Descrição das oportunidades: o Comperj é o maior investimento da história da Petrobras e o maior investimento industrial a ser realizado no país nos próximos anos. O empreendimento deverá causar fortes impactos às Regiões Leste e Centro-Norte Fluminenses, em especial aos municípios de Cachoeiras de Macacu, Casimiro de Abreu, Guapimirim, Magé, Maricá, Niterói, Rio Bonito, São Gonçalo, Silva Jardim e Tanguá, influenciando, desta forma, positivamente a economia do Rio de Janeiro.
Durante as obras, as oportunidades encontram-se nas obras de engenharia, grande parte em fase de contratação, e no fornecimento de produtos e serviços variados. Ainda durante a obra haverá grande demanda por moradia, comércio e serviço, devido ao grande contingente de mão-de-obra alocado no projeto.
O Comperj será responsável pela atração de indústrias de terceira geração de plástico – tais como sacolas, filmes para empacotamento de alimentos, embalagens, sacolas de supermercados, pára-choques e outros – para o seu entorno, dada a grande produção de matéria-prima que irá gerar. A Petrobras estima que o empreendimento pode atrair cerca de 200 empresas com investimentos que totalizam cerca de US$ 200 milhões. Juntas, estas deverão faturar em torno de US$ 600 milhões por ano e gerar 4 mil empregos. Além das oportunidades para a instalação de indústrias de terceira geração do setor plástico, as oportunidades encontram-se também na cadeia produtiva da petroquímica, ou seja, no fornecimento de máquinas, equipamentos e serviços para a construção e operação do empreendimento. Por se tratar de um investimento com fortes impactos sobre a economia da região, cujas condições infra-estruturais, de serviços e produtivas estão muito aquém da necessária para atender à demanda derivada do empreendimento, as oportunidades estarão presentes em diversos ramos industriais e de serviços.
Estágio atual: engenharia básica em desenvolvimento, EiA-RiMA entregue, aguardando obtenção da licença ambiental.
Para mais detalhes sobre esta oportunidade: riodejaneiro@multifocoassessoria.com.br
Companhia de Coque Calcinado de Petróleo S.A. (Coquepar)
Segmento: Petroquímica.
Localização: Seropédica – Região da Baixada Fluminense, Área 1 – próxima ao Porto de Itaguaí.
Empreendedores: Petroquisa, Unimetal e Brazil Energy.
Descrição do projeto: o projeto Coquepar tem como objetivo a construção de duas unidades com escala de 250 mil ton/ano cada uma, para a calcinação de coque verde de petróleo grau anodo (CVP). Os produtos comercializados pelas novas unidades serão o coque calcinado de petróleo (CCP) e energia elétrica, gerada a partir do vapor do processo de calcinação.
Nas duas unidades a serem instaladas no Rio de Janeiro serão gerados 500 empregos diretos e 1,8 mil indiretos durante o processo de implantação do projeto (construção/montagem da planta – três anos).
Valor do investimento: R$ 337,6 milhões.
Mercado potencial: a maior parte da produção (85%) será destinada ao mercado externo, em que a demanda por CCP está em expansão.
Cronograma de implantação: a previsão para o início das obras da primeira unidade é o segundo trimestre de 2008, finalizando no quarto trimestre de 2009. Já para as obras da segunda unidade da planta do Rio de Janeiro, a previsão é que tenham início em 2009 e que sejam concluídas no final de 2010.
Descrição da oportunidade: construção civil, fornecimento de tecnologia, máquinas, equipamentos e insumos necessários ao funcionamento das unidades. Além disso, a construção das duas unidades aumentará a oferta da matéria-prima, o CCP, para o mercado de alumínio.
Estágio atual: a empresa está finalizando a elaboração do RiMA.
Para mais detalhes sobre esta oportunidade: riodejaneiro@multifocoassessoria.com.br
Decisão Rio: Construção Naval
A partir do ano 2000, a indústria naval brasileira – praticamente desativada em meados da década de 1990 – iniciou um movimento de crescente reativação de suas unidades fabris, impulsionadas de um lado, pelas reformas e construção de plataformas da Petrobras, e de outro, pelas encomendas de apoio às atividades de exploração e produção de petróleo em alto mar. Esse movimento vem beneficiando particularmente o Rio de Janeiro, que historicamente possui um grande contingente de trabalhadores nessa indústria e um número significativo de estaleiros. De fato, nos últimos anos, cerca de 20 estaleiros foram reabertos no Estado, o que significou a criação de milhares de empregos no setor e a geração de oportunidades na cadeia de fornecedores da indústria da construção naval.
As perspectivas de continuidade do crescimento dessa atividade, seja pelo aumento do comércio internacional – que demanda o aumento do número de grandes embarcações – seja pelo aumento da cabotagem e da expansão da indústria petrolífera, trazem perspectivas especialmente positivas para esse setor fluminense .
A seguir, os principais investimentos referentes à construção de embarcações.
Consórcio Rio Naval
Segmento: indústria de Construção Naval.
Descrição do projeto: serão construídos nove petroleiros pelo Consórcio Rio Naval.
Empreendedores: Consórcio Rio Naval, formado pelas empresas MPE Participações e Administrações, Sermetal Estaleiros e Petrobras Transportes S.A. (Transpetro).
Valor do investimento: R$ 1,96 bilhão, dos quais R$ 785 milhões até 2010.
Localização: Rio de Janeiro.
Cronograma de implantação: a construção dos navios está no âmbito do Programa de Modernização e Expansão da Frota da Transpetro, que tem prazo de execução até 2015 e seu período de construção é de 16 a 20 meses. Os navios a serem construídos no Rio de Janeiro serão entregues à Transpetro entre 2009 e 2012.
Descrição da oportunidade: fornecimento de máquinas e equipamentos para os estaleiros; oportunidades para o setor de navipeças. Exige-se um índice de 65% de conteúdo nacional nos navios.
Estágio atual: já foram divulgados os resultados da licitação dos grupos que construirão os navios (Consórcio Rio Naval). Contratos já assinados.
Consórcio Mauá-Jurong
Segmento: indústria de Construção Naval.
Descrição do projeto: serão construídos quatro navios-tanque para transporte de produtos derivados de petróleo .
Empreendedores: Estaleiro Mauá-Jurong S.A. e Transpetro.
Valor do investimento: R$ 627,2 milhões, dos quais R$ 235 milhões até 2010.
Localização: Niterói.
Cronograma de implantação: a construção dos navios está no âmbito do Programa de Modernização e Expansão da Frota da Transpetro, que tem prazo de execução até 2015 e seu período de construção é de 16 a 20 meses. Os navios a serem construídos no Rio de Janeiro serão entregues à Transpetro entre 2009 e 2012.
Descrição da oportunidade: fornecimento de máquinas e equipamentos para os estaleiros; oportunidades para o setor de navipeças. Exige-se um índice de 65% de conteúdo nacional nos navios.
Estágio atual: já foram divulgados os resultados da licitação dos grupos que construirão os navios (Consórcio Mauá-Jurong S.A.). Contratos já assinados.
Aker Promar
Segmento: indústria de Construção Naval.
Localização: Niterói.
Empreendedores: Aker Promar, Dofcon Navegação e GEO Navegação e Pesquisa.
Descrição do projeto: construção de uma embarcação do tipo Offshore Support and Construction Vessel (OCSV) e de outra do tipo Remotely Operated Vehicle Vessel (ROV), no estaleiro Aker Promar, para a armadora norueguesa Dofcon Navegação e GEO Navegação e Pesquisa.
Valor do investimento: R$ 354,5 milhões.
Cronograma: em maio de 2008 será entregue a embarcação do tipo ROV e a do tipo OSCV será entregue am outubro de 2008.
Descrição da oportunidade: fornecimento de máquinas e equipamentos pela indústria de navipeças.
Estágio atual: em construção.
Aliança
Segmento: indústria de Construção Naval.
Localização: Rio de Janeiro.
Empreendedores: Estaleiro Aliança.
Descrição do projeto: construção de quatro novas embarcações de apoio a plataformas para a Companhia Brasileira de Offshore (CBO).
Valor do investimento: R$ 211 milhões.
Cronograma: as embarcações serão entregues até dezembro de 2009.
Descrição da oportunidade: fornecimento de máquinas e equipamentos pela indústria de navipeças.
Estágio atual: em construção.
RENAVE
Segmento: indústria de Construção Naval.
Localização: Niterói.
Empreendedores: Renave e De Lima Comércio e Navegação.
Descrição do projeto: construção de uma balsa com capacidade de 4.000 m3 para granel líquido e de uma embarcação do tipo LH (Line Handler), usado nas operações de transporte ou ancoragem das plataformas.
Valor do investimento: R$ 40 milhões.
Cronograma: entrega prevista para o primeiro trimestre de 2008.
Descrição da oportunidade: fornecimento de máquinas e equipamentos pela indústria de navipeças.
Estágio atual: em construção.
EISA
Segmento: indústria de Construção Naval.
Localização: Rio de Janeiro.
Empreendedores: EiSA, Log-in e Laurin do Brasil.
Descrição do projeto: construção de cinco navios porta-contêineres pelo Estaleiro ilha (EiSA) para a Log-in, braço logístico da CVRD, até 2013, e construção de dois graneleiros pelo EiSA para a Laurin do Brasil. O EiSA também tem um contrato com a Gybsum Transportation LTD. para construir um navio graneleiro transportador de gesso. Soma-se aos investimentos do EiSA a modernização do estaleiro para atender às encomendas.
Valor do investimento: R$ 664 milhões e R$ 316,5 milhões referentes aos contratos da Log-in e da Laurin do Brasil, respectivamente. O contrato com a Gybsum Transportation LTD. totaliza R$ 252 milhões, e na modernização do estaleiro serão investidos R$ 8,8 milhões.
Cronograma: a construção das embarcações da Log-in e da Laurin do Brasil será iniciada logo após a liberação dos recursos do Fundo da Marinha Mercante (FMM) pelo BNDES.
Descrição da oportunidade: fornecimento de máquinas e equipamentos pela indústria de navipeças.
Estágio atual: a primeira etapa para a obtenção de recursos do FMM já foi realizada, iniciando negociação de contratos.
Complexo Logístico e Industrial de Barra do Furado
Segmento: indústria Naval.
Localização: Campos e Quissamã – Região Norte Fluminense.
Empreendedores: Grupo Aker Yards, Chouest Alfanave, Prefeitura de Quissamã e Prefeitura de Campos.
Descrição do projeto: construção de um estaleiro para fabricar navios de até 150 metros, no Distrito de Barra do Furado (município de Quissamã) e no município de Campos, e uma base logística portuária de apoio à produção de petróleo e gás da Bacia de Campos. O estaleiro deverá gerar 1,2 mil empregos diretos e cerca de 2,4 mil indiretos.
Valor do investimento: R$ 110 milhões, sendo R$ 100 milhões no estaleiro e R$ 10 milhões na base off-shore.
Mercado potencial: o estaleiro atenderá à demanda de navios- contêineres e graneleiros de médio porte da Marinha Mercante Brasileira. Já a base off-shore atenderá à demanda da Petrobras e das empresas que atuam na exploração de petróleo na Bacia de Campos.
Cronograma de implantação: a previsão é que o complexo entre em funcionamento no início de 2008.
Descrição da oportunidade: a conclusão do complexo deverá atrair diversos fornecedores de serviços da indústria naval, além de segmentos do setor metal-mecânico. O investimento também deverá gerar um forte incremento de renda na economia de Quissamã, tendo como conseqüência direta um aumento da demanda por comércio, serviços e moradia na região.
Estágio atual: em processo de licenciamento ambiental.
Decisão Rio: Investimentos públicos
No período 2008-2010, o Rio de Janeiro receberá um grande volume de nvestimentos públicos nas áreas de infra-estrutura e logística.
Esses investimentos, essenciais para o desenvolvimento do Estado, têm origem tanto em recursos federais quanto em estaduais e municipais. Tais inversões têm como características gerar oportunidades de participação em licitações, de apresentação de projetos e de fornecimento de produtos e serviços às empresas de engenharia vencedoras da licitação. Ademais, os investimentos que se seguem têm a característica comum de gerar um grande impacto nas regiões onde ocorrerão, o que abrirá oportunidade para instalação de empresas ligadas ao comércio e ao serviço.
A seguir, o detalhamento dos principais investimentos dessa categoria.
Localizado no litoral, entre dois municípios, o novo empreendimento industrial prevê a instalação de um estaleiro de construção e reparos navais, em Barra do Furado (Quissamã), e de uma base de apoio às operações de exploração e produção de petróleo off-shore na Bacia de Campos.
Além do projeto de dragagem, que já está pronto, também está previsto o by-pass que vai reduzir o assoreamento em Quissamã e erosão em Campos, deslocando 3 milhões de metros cúbicos de areia de Quissamã para Campos. O projeto de transporte da areia será feito por brasileiros e australianos, com tecnologia australiana.
Arco Metropolitano
Segmento: Infra-Estrutura Logística (Rodovias).
Localização: os municípios pelos quais passará o Arco serão Itaboraí, Guapimirim, Magé, Duque de Caxias, Nova Iguaçú, Japeri, Seropédica e Itaguaí.
Empreendedores: Governo Federal/Governo do Estado do Rio de Janeiro.
Descrição do projeto: o Arco Metropolitano do Estado do Rio de Janeiro é um anel viário que contornará a região metropolitana, permitindo o acesso adequado de cargas ao Porto de Itaguaí por toda a malha rodoviária do país, através de cinco grandes eixos rodoviários que serão conectados pelo projeto e que convergem para o Rio de Janeiro.
O Arco terá aproximadamente 145 km de extensão, estando subdividido em quatro trechos, sendo três já existentes – que passarão por reformas – e um trecho de 72 quilômetros a ser construído. Este empreendimento prevê a construção de nove pontes, cinco viadutos, três passagens inferiores e três passarelas, além de pistas duplas. Será uma estrada de longa distância, com velocidade média de 100 km/h. Ele ligará também os dois maiores empreendimentos do Estado, CSA e Comperj, passando ainda pelo pólo gás-químico de Duque de Caxias.
No início de 2007, o Arco Metropolitano foi incluído no Programa de Aceleração do Crescimento do Governo Federal, o PAC, que engloba diversas áreas, como energia, educação e infra-estrutura, sendo considerado de extrema relevância para o desenvolvimento do país. O PAC prevê que os recursos para esta obra não serão contingenciados, representando uma oportunidade real de realização.
Valor do investimento: o valor estimado da construção do trecho virgem é de R$ 802 milhões.
Cronograma de implantação: o início das obras, que terão duração de dois anos, deverá ocorrer no primeiro trimestre de 2008.
Descrição das oportunidades: participação da licitação. As obras deverão gerar inúmeras oportunidades para o setor de construção civil. Além disso, o Arco passará por importantes empreendimentos do Estado, a exemplo da CSA, CSN, Comperj, pelo pólo gás-químico de Duque de Caxias, o que, aliado à proximidade com o porto, vai gerar grandes oportunidades para a instalação de indústrias, comércio e de centros logísticos ao longo de seu trecho virgem.
Estágio atual: foram realizadas audiências públicas. O Governo do Estado, que está à frente do projeto, já obteve a licença ambiental. Foi assinado o convênio que prevê o repasse de recursos do Governo Federal para o Governo Estadual.
O Sistema FIRJAN vem defendendo a construção do Arco Metropolitano há mais de 10 anos, pela sua importância para o desenvolvimento do Porto de Itaguaí e do Rio de Janeiro. Esse pleito consta no Mapa do Desenvolvimento do Rio de Janeiro, lançado em agosto de 2006 pelo Sistema FIRJAN, que reúne as ações que os empresários fluminenses consideram necessárias para que o Estado do Rio de Janeiro possa se desenvolver adequadamente de forma a alcançar padrões de renda e desenvolvimento humano significativamente mais elevados em 2015.
Para mais detalhes sobre esta oportunidade: riodejaneiro@multifocoassessoria.com.br
Trem de Alta Velocidade
Segmento: Infra-Estrutura (transporte de passageiro).
Empreendedores: iniciativa privada, modalidade de concessão organizada pela Engenharia, Construções e Ferrovias S.A. (VALEC) – sociedade anônima, fechada, controlada pelo Governo Federal e supervisionada pelo Ministério dos Transportes.
Descrição do projeto: ligação ferroviária entre os estados do Rio de Janeiro e de São Paulo, através de um trem rápido. O projeto atual prevê que a distância percorrida pelo trem será de 403 km, a uma velocidade comercial de 285 km/h, e o tempo de viagem deve ficar em torno de 85 minutos, sem paradas. Os trens sairiam com intervalos de 15 minutos e projeta-se uma tarifa equivalente a US$ 60.
Valor do investimento: de acordo com a italplan Engineering Environment & Transports S.p.A, empresa que elaborou a proposta de plano executivo do empreendimento, o valor total do investimento é de cerca de R$ 19 bilhões, sendo R$ 18 bilhões em infra-estrutura e R$ 1 bilhão em outras despesas, como custo do projeto, seguros e gastos extraordinários.
Mercado potencial: a italplan projeta uma demanda potencial de 32 milhões de passageiros/ano para 2013, o que equivale a 89.300 passageiros/dia.
Cronograma de implantação: no cronograma da VALEC, a licitação do empreendimento (que só pode ocorrer após concretizados os estudos de viabilidade e obtida a licença prévia ambiental) deveria ocorrer em outubro de 2007, e as obras começariam no final de 2008. Entretanto, os questionamentos sobre a validade das projeções realizadas pela italplan levaram à necessidade de reavaliação, por parte do Governo, de todo o estudo, e a postergação de prazos.
Descrição da oportunidade: apresentação de novos projetos, participação na futura licitação.
Estágio atual: projeto em análise pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
A região metropolitana do Rio de Janeiro possui hoje cerca de 11,4 milhões de habitantes. Se fosse um país, ocuparia a 73ª posição no ranking de 194 países, à frente de vários países europeus como Bélgica, Portugal e Grécia. A interligação entre as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro e São Paulo, as maiores do país, assumirá, no futuro, importância ainda maior do que já tem hoje. O desafio é gigantesco: os dois estados juntos deverão ter, em 2015, mais de 63 milhões de pessoas, uma população superior à da França. O desenvolvimento de transporte de massa é condição essencial não só para o correto desenvolvimento de ambas as regiões, mas também para o desenvolvimento do país.
Para mais detalhes sobre esta oportunidade: riodejaneiro@multifocoassessoria.com.br
Urbanização de Favelas
Segmento: Infra-Estrutura (Desenvolvimento Urbano).
Empreendedores: Governo Federal, Estado e Município do Rio de Janeiro.
Descrição do projeto: urbanização de favelas do Rio de Janeiro, Niterói, São Gonçalo e de municípios da Baixada Fluminense; remoção de barracos em beiras de córregos e áreas de risco, melhoria do abastecimento de água na Baixada Fluminense e na Região de São Gonçalo, Niterói e Itaboraí; implantação de redes coletoras de esgoto, incluindo programas de despoluição das Baías de Guanabara e Sepetiba; construção de unidades habitacionais no Rio e na Baixada Fluminense; obras de contenção de encostas e contra enchentes, na Baixada Fluminense.
Localização: Região Metropolitana do Rio de Janeiro e municípios da Região Sul Fluminense.
Valor do investimento: R$ 3,8 bilhões.
Cronograma de implantação: início da operação previsto para novembro de 2008.
Descrição da oportunidade: licitação.
Estágio atual: processo licitatório em preparação.
Para mais detalhes sobre esta oportunidade: riodejaneiro@multifocoassessoria.com.br
Angra 3
Segmento: Infra-Estrutura (geração de energia elétrica).
Localização: no município de Angra dos Reis, na Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto (CNAAA), onde já se encontram as usinas nucleares Angra 1 (600 MW) e Angra 2 (1350 MW).
Empreendedores: Eletronuclear.
Descrição do projeto: implantação da usina nuclear Angra 3, que terá uma potência bruta de 1.350 MW, capaz de gerar 10,9 milhões de MWh por ano, o que equivale a um terço do consumo do Estado do Rio de Janeiro. A usina, que terá 40 anos de vida útil, aumentará a confiabilidade do sistema da Região Sudeste, pois junto às usinas Angra 1 e Angra 2, já existentes, atenderá a mais de 80% da demanda por eletricidade do Estado do Rio de Janeiro.
Valor do investimento: R$ 7,2 bilhões.
Cronograma de implantação: início das obras em 2008 e término em 2014.
Descrição da oportunidade: participação na licitação para fornecimento de obras de engenharia, serviços e produtos.
Estágio atual: o EiA/RiMA já foi submetido ao instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (iBAMA), o local para as obras já está preparado e a solicitação de financiamento já foi encaminhada.
A construção de Angra 3 corresponde ao aumento da confiabilidade do sistema elétrico, com a inserção de potência bruta de 1.350 MW. Além disso, o projeto faz uso de um importante recurso energético brasileiro, o urânio, combustível nuclear abundante no país (sexta maior reserva mundial). A opção por Angra 3 representa a consolidação da tecnologia nacional associada aos processos de fabricação do combustível nuclear e o fortalecimento da indústria nacional que deterá a tecnologia de todo o Ciclo Nuclear. O preço é hoje considerado competitivo, com tarifa estimada em R$ 140,00 por MWh.
Para mais detalhes sobre esta oportunidade: riodejaneiro@multifocoassessoria.com.br
Usina Hidrelétrica de Simplício
Segmento: Infra-Estrutura (geração de energia elétrica).
Descrição do projeto: a Usina Hidrelétrica de Simplício terá uma potência instalada de 333,7 MW e irá contribuir para o suprimento energético do país. A obra irá gerar cerca de 2000 empregos na construção.
Empreendedores: FURNAS Centrais Elétricas S.A.
Valor do investimento: R$ 1,2 bilhão.
Localização: o empreendimento será construído no trecho médio inferior do Rio Paraíba do Sul, a 150 km da cidade do Rio de Janeiro, entre os municípios de Três Rios e Sapucaia.
Cronograma de implantação: as obras foram iniciadas e estima-se que no fim de 2007 já se tenha realizado a primeira fase de desvio do rio. Em abril de 2008 deve-se começar a concretagem da casa de força. A previsão é que a usina entre em operação em 2011.
Descrição da oportunidade: contratação de máquinas, equipamentos e materiais elétricos e de construção civil.
Estágio atual: obras em andamento.
A Hidrelétrica Simplicio irá fornecer cerca de 190 MW médios e a área do reservatório da usina, que inclui parte do reservatório da UHE Anta, totalizará apenas 15,83 km2. isso significa uma relação potência/área inundada de mais de 10 MW/km2, o que contribui para minimizar os impactos ambientais sobre as áreas atingidas. Essa relação é encontrada apenas em usinas mais modernas, como a binacional itaipu.
Para mais detalhes sobre esta oportunidade: riodejaneiro@multifocoassessoria.com.br
Descrição dos Investimentos e Oportunidades – Setor de Turismo
O Setor de Turismo possui uma ampla cadeia de valor, como demonstra a figura abaixo, e seus investimentos têm grande impacto positivo sobre a economia. O turismo foi eleito pelos empresários fluminenses como um segmento âncora para a economia fluminense no Mapa do Desenvolvimento do Rio de Janeiro, preparado pelo Sistema FIRJAN em agosto de 2006.
O cenário desejado pelos empresários é que o Estado consiga, em 2015, receber o mesmo número de turistas que Nova iorque recebe anualmente. Os investimentos listados a seguir são parte do processo para tornar o cenário desejado em real.
Para mais detalhes sobre esta oportunidade: riodejaneiro@multifocoassessoria.com.br
Reserva do Peró
Segmento: Turismo.
Localização: Cabo Frio – Região Leste Fluminense.
Empreendedores: Peró Empreendimentos imobiliários Ltda, Agenco Engenharia e Lakpar Emp. , Marketing e Part. Ltda.
Descrição do projeto: a Reserva do Peró é um dos maiores empreendimentos imobiliários do Estado do Rio de Janeiro a ser construído em uma área de aproximadamente 4,6 milhões de metros quadrados.
Totalmente inserida em uma Área de Proteção Ambiental (APA), o empreendimento contará com um complexo de hotéis, tendo como âncoras o Club Med, com 383 quartos, e o Starwood Resort Golf and Beach, que terá 200 suítes. Além disso, o empreendimento contará com hotéis do tipo bangalôs, parques e condomínios residenciais, cerca de 15 restaurantes e centros de convenções.
Valor do investimento: R$ 600 milhões.
Mercado potencial: turistas nacionais e estrangeiros e demanda crescente do mercado imobiliário da Região Leste Fluminense impulsionada pelos investimentos a serem realizados na área do Comperj.
Cronograma de implantação: as obras serão iniciadas em 2008 e a previsão é que o empreendimento comece a funcionar em 2010.
Descrição da oportunidade: na fase da construção, são inúmeras as oportunidades no setor de construção civil e decoração. A partir do momento em que entrar em operação, as oportunidades estão nos setores de comércio e serviços para atender a demanda de turistas e residentes.
Estágio atual: licença prévia já concedida. No momento, o grupo empreendedor aguarda licença de instalação para que as obras possam ser iniciadas.
A Reserva do Peró irá se instalar em uma área de Reserva Natural equivalente ao
tamanho do bairro de Copacabana. A título de comparação, a praia da Reserva do Peró possui 5,2 km de extensão e é maior do que a mundialmente conhecida Praia de Copacabana, que somada à Praia do Leme, totalizam 4 km de extensão.
Para mais detalhes sobre esta oportunidade: riodejaneiro@multifocoassessoria.com.br
Fazenda São Bento da Lagoa
Segmento: Turismo.
Localização: Maricá – Região Leste Fluminense.
Empreendedores: grupo de investidores espanhóis e portugueses.
Descrição do projeto: serão erguidos três resorts com até 500 quartos, centro empresarial, condomínio de casas e de prédios, campo de golfe e vila de pescadores, em uma área de aproximadamente 2,2 milhões de metros quadrados. Na Lagoa de Maricá está prevista a construção de uma marina com capacidade para mil barcos, a única desse porte entre os municípios do Rio de Janeiro e de Vitória.
Valor do investimento: R$ 8 bilhões.
Mercado potencial: turistas nacionais e estrangeiros e demanda crescente do mercado imobiliário da Região Leste Fluminense, impulsionada pelos investimentos a serem realizados na área do Comperj e do setor de petróleo.
Cronograma de implantação: inicialmente previsto para iniciar em 2008 e terminar em 2010, encontra-se atualmente indefinido em função das dificuldades ligadas ao processo de licenciamento ambiental.
Descrição da oportunidade: na fase da construção, são inúmeras as oportunidades no setor de construção civil e decoração. A partir do momento em que entrar em operação, as oportunidades estarão nos setores de comércio e serviços para atender à demanda de turistas e residentes.
Estágio atual: o grupo empreendedor já adquiriu o terreno. No entanto, a área passível de utilização pelo empreendimento sofreu uma redução significativa pelo fato de o Plano de Manejo recentemente aprovado impor sérias restrições à utilização da Área de Proteção Ambiental (APA) de Maricá, onde o investimento se localiza. A mudança ameaça a realização do investimento, que está em reavaliação pelo grupo empreendedor.
Para mais detalhes sobre esta oportunidade: riodejaneiro@multifocoassessoria.com.br
Superclubs Breezes
Segmento: Turismo.
Localização: Búzios – Leste Fluminense.
Empreendedores: Wrobel e SuperClubs.
Valor do investimento: R$ 120 milhões.
Descrição do projeto: construção de um resort com 329 unidades, entre bangalôs e apartamentos duplos, na praia de Tucuns, em Búzios. As unidades podem ser adquiridas por interessados.
Cronograma de implantação: início da operação previsto para 2008. Entretanto, a dificuldade de obtenção de licença ambiental poderá atrasar o início das operações.
Descrição da oportunidade: na fase da construção, são inúmeras as oportunidades no setor de construção civil e decoração. A partir do momento em que entrar em operação, as oportunidades estão nos setores de comércio e serviços para atender à demanda de turistas e residentes.
Estágio atual: obras em andamento, porém, enfrentado dificuldades devido a questões ambientais.
Para mais detalhes sobre esta oportunidade: riodejaneiro@multifocoassessoria.com.br
Descrição dos Investimentos e Oportunidades – Outros Investimentos
Os demais setores da economia fluminense também receberão investimentos significativos nos próximos anos, que gerarão grandes oportunidades de negócios. Seja na construção de um grande porto com retroárea gigantesca – suficiente para receber siderúrgicas, termelétricas e outras indústrias – seja na constituição de condomínios industriais infra-estruturados, ou em indústrias de setores tradicionais – como alimentos e borrachas, ou ainda em setores que se encontram em grande evidência mundial – o de biocombustíveis.
As páginas a seguir trazem uma compilação desses e de outros investimentos que trarão grande impacto na economia do Rio de Janeiro e que são fonte de oportunidades de negócios e de atração de novas empresas para o Estado.
O mineroduto a ser construído foi projetado para ter 525 km, partindo de Minas Gerais e chegando ao Porto do Açu, no Rio de Janeiro. Será o maior do mundo. O Complexo terá capacidade para receber navios cape size (capacidade igual ou superior a 80 mil toneladas).
Para mais detalhes sobre esta oportunidade: riodejaneiro@multifocoassessoria.com.br
Complexo Portuário do Açu
Segmento: Infra-Estrutura Logística (Portos).
Localização: São João da Barra.
Empreendedores: LLX Logística S.A. (LLX), através de suas subsidiárias LLX Porto do Açu Ltda (LLX Açu) e LLX Minas-Rio Logística Ltda (LLX Minas Rio).
Descrição do projeto: o Complexo Portuário do Açu é um projeto que prevê a construção de um terminal portuário em São João da Barra, de uma usina de pelotização, piers off-shore com acesso por meio de um canal com 21 metros de profundidade e capacidade para receber navios de grande porte com berços de atracação especializados e dedicados para as diferentes famílias de produtos.
O Complexo do Açu é parte integrante de um projeto ainda maior da MMX conhecido como Sistema Minas-Rio. Este compreende também a construção de uma usina para extração de minério de ferro localizada no município de Alvorada, em Minas Gerais, com capacidade de produção estimada em 26,5 milhões de toneladas ao ano de finos de pelotização e um mineroduto, de 525 km de extensão, a ser utilizado para transportar polpa de minério de ferro até o terminal portuário do Açu. O Sistema Minas-Rio é o maior empreendimento da MMX e irá viabilizar um eficiente corredor de exportação das regiões Centro-Oeste / Sudeste, com forte impacto no crescimento econômico do Rio de Janeiro.
A partir de 2011, a LLX vai complementar as atividades portuárias de minério, iniciando as operações dos demais piers para movimentar outros tipos de cargas (non-ore). O Porto do Açu terá capacidade para movimentar 11,5 milhões de toneladas de carvão, atendendo à demanda de empresas siderúrgicas situadas na sua área de influência, assim como às necessidades de uma planta termoelétrica que fará parte do complexo portuário. O Porto contará ainda com um terminal de carga geral, que terá capacidade para movimentar contêineres, granito e produtos siderúrgicos. Foi projetado ainda um terminal de granel líquido, que atenderá primeiramente as necessidades de movimentação de etanol, derivados de petróleo e Gás Natural Liquefeito (GNL), com capacidade de 4 milhões de m3 por ano.
Além disso, foram destinados dois berços de atracação para logística offshore, com capacidade para aproximadamente 1,2 mil atracações e movimentação de 90 mil toneladas de carga por ano, além de área de armazenagem de fluido de perfuração.
O Complexo terá uma retroárea de 6,9 mil hectares projetada para abrigar diferentes segmentos econômicos. Por meio de Lei Municipal, o Complexo Portuário do Açu foi contemplado com a condição de Distrito industrial, estabelecendo condições favoráveis para a instalação e desenvolvimento de indústrias, incluindo plantas de siderurgia, termoelétrica, gaseificação, indústria automotiva, pólo metal-mecânico, refinaria, armazenagem e logística, entre outros.
Mercado potencial: o Sistema MMX Minas-Rio estima que irá produzir até 26,6 milhões de toneladas de minério de ferro por ano, dos quais 19,0 milhões de toneladas serão pellet feed para exportação e 7,6 milhões de toneladas serão empregadas na produção de 7,0 milhões de toneladas de pelotas de minério de ferro, beneficiadas na usina de pelotização do porto.
Valor do investimento: a primeira fase do sistema MMX Minas-Rio, que consiste na construção da usina de pelotização e do terminal portuário, demandará investimentos da ordem de R$ 4,9 bilhões, a ser financiado por meio de capital próprio e linhas de crédito com instituições financeiras.
Cronograma de implantação: o Sistema começará a operar no segundo semestre de 2009, atingindo 8 milhões de toneladas naquele ano, subindo para 20 milhões em 2010 e 26 milhões de toneladas em 2011.
Descrição das oportunidades: durante a fase das obras, fornecimento de serviços de engenharia e construção pesada, bem como de fornecimento de máquinas e equipamentos dos mais variados. Ainda durante a construção, o grande contingente de trabalhadores demandará a instalação de comércio e serviços no entorno do empreendimento e na cidade. Também durante a obra haverá aumento na demanda por moradia na região, o que possibilitará o forte desenvolvimento do setor de construção civil.
O Porto do Açu poderá ser utilizado pela Petrobras para a recepção do petróleo extraído da Bacia de Campos. A proximidade com a Bacia de Campos também deverá favorecer a atração de diversas empresas prestadoras de serviços da Petrobras para áreas próximas ao Porto. A imensa retroárea, somada à disponibilidade de energia, matéria-prima e vantagens logísticas, tornarão possível a instalação de plantas industriais de diversos setores como automobilístico e siderúrgico, dentre outros.
Estágio atual: licenças ambientais já obtidas. As obras tiveram início em setembro de 2007. A primeira fase (terraplanagem) tem término previsto para início de 2008.
Para mais detalhes sobre esta oportunidade: riodejaneiro@multifocoassessoria.com.br
Usina Termelétrica Porto do Açu
Segmento: Infra-Estrutura (geração de energia elétrica).
Localização: São João da Barra.
Empreendedores: MPX Mineração e Energia S.A e quotistas de autoprodução da UTE Porto do Açu.
Descrição do projeto: a UTE Porto do Açu é um projeto da MPX Mineração e Energia, localizado no norte do Estado do Rio de Janeiro, visando principalmente o atendimento ao submercado elétrico-energético do Sudeste. O empreendimento está instalado na retroárea do Complexo Portuário do Açu em São João da Barra.
A potência instalada da usina será de 1.400 MW, sendo duas unidades geradoras a carvão de 700 MW. Para minimizar os impactos ambientais do projeto, serão utilizadas na planta tecnologias de uso ambientalmente sustentável para minimizar os impactos ambientais do projeto e serão instalados sistemas de tratamento de efluentes gasosos, líquidos, sólidos e oleosos. A torre mecânica de refrigeração utilizará a água do aqüífero e do mineroduto do Sistema Minas-Rio da MMX Mineração e Metálicos.
O suprimento de carvão mineral será realizado com carvão importado, contando com todo o apoio logístico da LLX Logística S.A.
Esse carvão será descarregado num píer offshore próximo e levado via correia transportadora até a planta.
A conexão ao Sistema interligado Nacional será feita através da Subestação de Campos, pertencente a FURNAS Centrais Elétricas, em 345 kV, através da construção de uma linha de transmissão de cerca de 35 km.
Mercado potencial: a energia gerada pela UTE Porto do Açu estará destinada ao Ambiente de Contratação Livre (ACL), para o atendimento a consumidores que hoje representam 30% do mercado de energia elétrica do país.
Valor do investimento: a primeira fase da UTE Porto do Açu, que consiste na instalação de capacidade de 1.400 MW, demandará investimentos da ordem de R$ 5,2 bilhões, a ser financiado por capital próprio e por meio de linhas de crédito com instituições financeiras.
Cronograma de implantação: a UTE Porto do Açu começará a operar no segundo semestre de 2012, com a entrada de uma máquina de 700 MW, subindo para 1.400 MW com a entrada de uma segunda máquina de 700 MW no inicio de 2013. Numa segunda fase, a partir de 2015, serão acrescidos 4.000 MW à produção total, distribuídos em módulos de 1.000 MW.
Descrição das oportunidades: durante a fase das obras, fornecimento de serviços de engenharia e construção pesada, bem como de fornecimento de máquinas e equipamentos dos mais variados.
A comercialização da energia elétrica da UTE Porto do Açu será feita de forma integrada, a partir do gerenciamento da demanda de energia elétrica dos quotistas da usina, garantindo o total fornecimento de energia elétrica para a sua produção.
Para os quotistas localizados na imensa retroárea do Complexo Portuário do Açu, também permitirá a disponibilidade de energia elétrica que, somada à matéria-prima e vantagens logísticas, tornará possível a instalação de plantas industriais de diversos setores, como automobilístico e siderúrgico, dentre outros.
Estágio atual: projeto em desenvolvimento. Obtenção de licença ambiental prevista para o primeiro trimestre de 2008.
Para mais detalhes sobre esta oportunidade: riodejaneiro@multifocoassessoria.com.br
Atar do Brasil Defensivos Agrícolas Ltda.
Segmento: Química – Produtos Agroquímicos.
Localização: Resende – Região Sul Fluminense.
Empreendedores: Atanor do Brasil.
Descrição do projeto: expansão da fábrica já existente no município de Resende para o lançamento de um novo produto no mercado.
Valor do investimento: R$ 100 milhões.
Cronograma de implantação: as obras terão início em meados de 2009 e terminarão em 2010, ano em que a empresa iniciará sua operação.
Descrição da oportunidade: serviços de engenharia; fornecimento de máquinas, equipamentos, serviços e insumos para o funcionamento da empresa, considerando-se a cadeia produtiva do segmento.
Estágio atual: em fase de elaboração do projeto.
Para mais detalhes sobre esta oportunidade: riodejaneiro@multifocoassessoria.com.br
Rio de Janeiro Refrescos
Segmento: Bebidas.
Localização: Município do Rio de Janeiro.
Empreendedores: Rio de Janeiro Refrescos.
Descrição do projeto: o investimento da Rio de Janeiro Refrescos, fabricante da Coca-Cola no Rio de Janeiro, destina-se à modernização e ampliação das instalações, equipamentos, ativos de mercado, estrutura logística e infra-estrutura predial da unidade localizada no município do Rio de Janeiro, bem como a sua capacitação tecnológica para a fabricação de novas categorias de produtos, como, por exemplo, águas com sabor. A capacidade produtiva da fábrica será aumentada em 25%, passando sua produção de 711 milhões de litros/ano para 885 milhões de litros/ano. Além disso, haverá uma ampliação de 62 mil metros quadrados em sua área. Durante as obras civis serão gerados 150 empregos diretos e 300 indiretos e a expansão da fábrica vai criar 193 novos empregos diretos e 247 indiretos.
Valor do investimento: R$ 224 milhões.
Mercado potencial: mercado nacional já contemplado com a distribuição de outros produtos da marca Coca-Cola.
Cronograma de implantação: as obras serão concluídas no primeiro semestre de 2010.
Descrição da oportunidade: fornecimento de máquinas, equipamentos e serviços.
Estágio atual: em andamento – as obras foram iniciadas em agosto de 2006.
Para mais detalhes sobre esta oportunidade: riodejaneiro@multifocoassessoria.com.br
Zona Especial de Negócios (ZEN) – Rio das Ostras
Segmento: Infra-Estrutura.
Localização: Rio das Ostras – Região Leste Fluminense.
Empreendedores: Prefeitura Municipal de Rio das Ostras.
Descrição do projeto: a Zona Especial de Negócios (ZEN) é um projeto da Prefeitura Municipal de Rio das Ostras com o objetivo de atrair investimentos produtivos para o município a partir da construção de um condomínio industrial com capacidade para abrigar 80 empresas.
A infra-estrutura local contempla vias pavimentadas e redes de abastecimento de gás natural, água, energia elétrica, telefonia e drenagem de água pluvial, coleta e tratamento de esgoto sanitário e de efluentes industriais, tratamento e destinação controlada dos resíduos industriais.
Valor do investimento: R$ 65 milhões.
Mercado potencial: atendimento à demanda por serviços voltados ao mercado de petróleo e gás, devido à proximidade da Bacia de Campos.
Cronograma de implantação: estima-se que nos próximos dois anos a ZEN gerará 4 mil empregos diretos e receberá os investimentos da iniciativa privada de cerca de R$ 50 milhões.
Descrição da oportunidade: concessão do Direito Real de Uso do Solo pelo prazo de 15 anos a estabelecimentos industriais e comerciais, podendo ser renovado por igual período.
Estágio atual: as obras já foram concluídas. Atualmente seis empresas já se encontram em pleno funcionamento e 35 estão em fase de instalação. As demais serão instaladas nos próximos dois anos. Entre as empresas que já contam com a concessão, verificase que em torno de 80% são ligadas à prestação de serviços técnicos e de apoio às operações de pesquisa e produção de petróleo e gás natural.
Para mais detalhes sobre esta oportunidade: riodejaneiro@multifocoassessoria.com.br
Zona Especial de Negócios (ZEN) – Carapebus
Segmento: Infra-Estrutura.
Localização: Carapebus – Região Norte Fluminense.
Empreendedores: Prefeitura Municipal de Carapebus.
Descrição do projeto: trata-se de um condomínio industrial localizado no entroncamento da BR-101 (uma das mais importantes rodovias brasileiras, por ligar o país de norte a sul) e a RJ-182 (rodovia estadual).
Valor do investimento: R$ 2,2 milhões, considerando-se apenas os investimentos em infra-estrutura a serem realizados pela prefeitura. O número de empresas que a ZEN Carapebus irá abrigar ainda encontra-se em fase de análise.
Mercado potencial: empresas de diversos segmentos econômicos.
Cronograma de implantação: janeiro a dezembro de 2008.
Descrição da oportunidade: as empresas que se instalarem na ZEN terão tratamento tributário diferenciado. O município cederá a área de interesse da empresa por período de 15 anos, renováveis por iguais períodos. Os empreendimentos que se instalarem na região contarão com importantes facilidades logísticas para o escoamento da produção.
Além de estar localizada no entroncamento da BR-101 e da RJ-182, conforme mencionado, a Zen de Carapebus fica a 75 km do Aeroporto de Campos dos Goytacazes, atualmente um Terminal Alfandegado. Além disso, o condomínio industrial está a 300 km do Porto de Vitória e a 250 km do Porto do Rio e ainda estará próximo ao Complexo do Açu.
Estágio atual: no aguardo da licença prévia.
Para mais detalhes sobre esta oportunidade: riodejaneiro@multifocoassessoria.com.br
MRS Logística
Segmento: Infra-Estrutura de Transporte/Logística (Ferrovias).
Localização: toda a extensão da malha ferroviária da MRS no Rio de Janeiro, em especial nos seguintes municípios: Barra do Piraí, Barra Mansa, Itaguaí, Japeri, Rio de Janeiro, Volta Redonda.
Empreendedores: MRS Logística.
Descrição do projeto: o investimento se concentra na expansão da via (ampliação e adequação de pátios), manutenção e infraestrutura da via permanente, melhoramentos diversos em oficinas e melhoria das instalações fixas ao longo da malha.
Valor do investimento: R$ 958,4 milhões.
Cronograma de implantação: os investimentos serão realizados ao longo dos anos de 2007, 2008 e 2009.
Descrição da oportunidade: fornecimento de serviços e equipamentos pelos segmentos da indústria metal-mecânica.
Estágio atual: obras já iniciadas.
Para mais detalhes sobre esta oportunidade: riodejaneiro@multifocoassessoria.com.br
Usina Elcana Agroenergética
Segmento: Agronegócios.
Localização: Campos dos Goytacazes – Região Norte Fluminense.
Empreendedores: Elcana Agroenergética.
Descrição do projeto: instalação da Usina Elcana. Na primeira fase serão utilizados 600 hectares de viveiro primário com nove variedades de cana para seleção da que melhor se adapte à região. Nesta fase serão abertos 100 postos de trabalho para o plantio das mudas e mais 60 na ocasião do corte. Na segunda fase, as mudas selecionadas serão transplantadas para uma área de 4 mil hectares, onde estarão prontas para a colheita, quando for iniciada a operação da destilaria da usina. O grupo pretende, no fim da última fase de instalação do projeto, dispor de 1 milhão de toneladas de cana/ano de sua própria produção. Toda a estrutura dos viveiros e das lavouras terá irrigação total e a estimativa média de produtividade no período de cinco anos é de 75 toneladas de cana por hectare.
Valor do investimento: R$ 180 milhões.
Mercado potencial: mercado nacional e mundial de biocombustíveis.
Cronograma de implantação: em março de 2008 será iniciada e processada a primeira safra para a produção de álcool na destilaria da usina.
Descrição da oportunidade: fornecimento de máquinas, equipamentos e serviços durante a construção e operação.
Estágio atual: primeira fase já iniciada: plantio da cana-de-açúcar.
Para mais detalhes sobre esta oportunidade: riodejaneiro@multifocoassessoria.com.br
Companhia Siderúrgica Nacional (CSN)
Segmento: Minerais não-metálicos, cimento.
Localização: Volta Redonda – Região Sul Fluminense.
Empreendedores: CSN.
Descrição do projeto: implantação de uma fábrica de cimento com capacidade de moagem de 2,5 milhões de toneladas por ano de cimento tipo CP3 e CP2E. Serão gerados, no total, 200 empregos entre diretos e indiretos.
Valor do investimento: R$ 238,43 milhões.
Mercado potencial: eixo Rio-São Paulo, com uma pequena parcela (5%) sendo destinada a Minas Gerais. No longo prazo, a empresa poderá vir a exportar parte da produção.
Cronograma de implantação: o início da operação está previsto para junho de 2008.
Descrição da oportunidade: fornecimento de serviços e equipamentos pelos segmentos da indústria metal-mecânica e elétrica.
Estágio atual: as obras civis foram iniciadas em maio de 2007. O início da montagem eletromecânica está prevista para novembro de 2007.
Para mais detalhes sobre esta oportunidade: riodejaneiro@multifocoassessoria.com.br
Alcana Agroenergética
Segmento: Agronegócios.
Localização: Campos dos Goytacazes – Região Norte Fluminense.
Empreendedores: Grupo Alcana Agroenergética e Grupo Aloés.
Descrição do projeto: investimento destinado à implantação de uma usina de álcool e ao plantio de cana-de-açúcar.
Valor do investimento: R$ 300 milhões.
Mercado potencial: mercado de carros bicombustíveis.
Cronograma de implantação: o plantio da cana-de-açúcar foi iniciado em 2005 e prosseguirá até 2009. A implantação da parte industrial ocorrerá no segundo semestre de 2009, sendo concluída em 2011, quando a usina começará a operar.
Descrição da oportunidade: fornecimento de máquinas, equipamentos e serviços durante a construção e operação.
Estágio atual: plantio de cana-de-açúcar, obras não iniciadas.
Para mais detalhes sobre esta oportunidade: riodejaneiro@multifocoassessoria.com.br
Agroindústria Bom Jesus do Itabapoana S.A. (Abisa)
Segmento: Agronegócios.
Localização: Bom Jesus do Itabapoana – Região Noroeste Fluminense.
Empreendedores: Benco Alta Tecnologia e Construções Ltda.
Descrição do projeto: implantação de uma usina de álcool com previsão de produção de 160 milhões de litros de álcool por safra e receita de R$ 120 milhões no primeiro ano de atividade. A Abisa deverá gerar cerca de 1,2 mil empregos diretos e 4,8 mil empregos indiretos nas lavouras de cana-de-açúcar e nas atividades de transporte e de comércio na região.
Valor do investimento: R$ 250 milhões.
Mercado potencial: a Abisa deverá destinar de 20% a 30% de sua produção ao mercado interno. O empreendimento entrará em operação com venda antecipada para o mercado externo (Japão e China).
Cronograma de implantação: a previsão é que as obras tenham início em 2008 e que a usina comece a funcionar no final deste mesmo ano.
Descrição da oportunidade: a oportunidade encontra-se no fornecimento de máquinas, equipamentos e serviços durante a construção e operação da usina.
Estágio atual: aguardando a licença prévia.
Para mais detalhes sobre esta oportunidade: riodejaneiro@multifocoassessoria.com.br
Michelin
Segmento: Borracha.
Localização: Município do Rio de Janeiro.
Empreendedores: Michelin.
Descrição do projeto: implantação de uma fábrica de pneus para terraplanagem e mineração com capacidade para produzir 40 mil toneladas por ano em um terreno de 1,3 milhão de metros quadrados.
Valor do investimento: R$ 422 milhões.
Mercado potencial: setor agrícola e de minério de ferro, com fortes perspectivas de crescimento no país. Porém, cerca de 80% da produção de pneus de carga a serem fabricados nesta unidade e na unidade que se encontra em expansão também no Rio de Janeiro serão destinados ao mercado externo, em especial os Estados Unidos.
Cronograma de implantação: a fábrica iniciará suas atividades em 2008.
Descrição da oportunidade: fornecimento de máquinas, equipamentos e serviços.
Estágio atual: obras em andamento
Para mais detalhes sobre esta oportunidade: riodejaneiro@multifocoassessoria.com.br
Michelin
Segmento: Borracha.
Localização: Município do Rio de Janeiro.
Empreendedores: Michelin.
Descrição do projeto: expansão da fábrica em operação no município do Rio de Janeiro, na qual serão produzidos os pneus radiais e câmaras de ar para caminhões e ônibus. O investimento elevará a capacidade anual da empresa de 1,3 milhão para 1,6 milhão de unidades.
Valor do investimento: R$ 206,8 milhões.
Mercado potencial: cerca de 80% da produção de pneus de carga a serem fabricados nesta unidade e na nova unidade da empresa serão destinados ao mercado externo, em especial os Estados Unidos.
Cronograma de implantação: a fábrica começará a operar no início de 2008.
Descrição da oportunidade: fornecimento de máquinas, equipamentos e serviços.
Estágio atual: obras em andamento.
Anexo 1 – Metodologia
O Decisão Rio tem como objetivo mapear as intenções de investimentos no Estado do Rio de Janeiro para um período pré-estabelecido de três anos prospectivos. A pesquisa engloba as seguintes fases: coleta, checagem e análise dos dados.
A coleta dos dados é feita a partir dos mais importantes jornais e revistas em circulação no país e do contato com as próprias empresas, onde são identificados os investimentos anunciados para o Estado. A checagem é a confirmação junto a investidores do setor privado e estatal, prefeituras e Governo Estadual e Federal, de todos os dados levantados. Cabe, portanto, a esses agentes a responsabilidade a respeito dos dados informados. Na etapa seguinte são totalizados e analisados os dados levantados. Por fim, os maiores investimentos do estado são detalhados na pesquisa, com informações que visam dar suporte aos agentes privados e públicos.
Anexo 2 – Regiões e Municípios do Estado do Rio de Janeiro
Região Baixada Fluminense – Área I (9)
Itaguaí, Japeri, Mangaratiba, Mesquita, Nilópolis, Nova Iguaçú, Paracambi, Queimados e Seropédica.
Região Baixada Fluminense – Área II (7)
Belford Roxo, Duque de Caxias, Guapimirim, Magé, Miguel Pereira, Paty do Alferes e São João de Meriti.
Região Centro Norte Fluminense (12)
Bom Jardim, Cachoeiras de Macacu, Cantagalo, Carmo, Cordeiro, Duas Barras, Macuco, Nova Friburgo, Santa Maria Madalena, São Sebastião do Alto, Sumidouro, Teresópolis e Trajano de Morais.
Região Leste Fluminense (17)
Araruama, Armação de Búzios, Arraial do Cabo, Cabo Frio, Casimiro de Abreu, Iguaba Grande, Itaboraí, Maricá, Niterói, Rio Bonito, Rio das Ostras, Saquarema, São Gonçalo, São Pedro da Aldeia, Silva Jardim e Tanguá.
Região Noroeste Fluminense (13)
Aperibé, Bom Jesus do Itabapoana, Cambuci, Italva, Itaocara, Itaperuna, Laje do Muriaé, Miracema, Natividade, Porciúncula, Santo Antônio de Pádua, São José de Ubá, Varre-Sai.
Região Norte Fluminense (9)
Campos dos Goytacazes, Carapebus, Cardoso Moreira, Conceição de Macabu, Quissamã, Macaé, São Fidélis, São Francisco de Itabapoana, São João da Barra.
Região Serrana (7)
Areal, Comendador Levy Gasparian, Paraíba do Sul, Petrópolis, São José do Vale do Rio Preto, Sapucaia, Três Rios.
Região Sul Fluminense (17)
Angra dos Reis, Barra do Piraí, Barra Mansa, Engenheiro Paulo de Frontin, Itatiaia, Mendes, Parati, Pinheiral, Piraí, Porto Real, Quatis, Resende, Rio Claro, Rio das Flores, Valença, Vassouras e Volta Redonda.
Capital (1)
Município do Rio de Janeiro.
















