Projetos Estruturantes

09/05/2009 3:30 pm

Barra do Furado

As indústrias de petróleo, gás e do setor pesqueiro instaladas no Canal das Flexas, região que abrange os municípios de Quissamã e Campos, no Norte Fluminense, serão as principais beneficiadas pelo investimento de R$ 210 milhões, em obras de infra-estrutura.

O projeto tem entre suas principais características a diversidade de suas instalações. Estão previstos, entre outros benefícios, a construção de um estaleiro de grande porte, um porto para servir como base de apoio à Bacia de Campos, um terminal pesqueiro e uma marina, podendo ainda ser desenvolvido um condomínio industrial com núcleo habitacional. Também está incluída a dragagem e a manutenção do Canal da Barra do Furado e duas áreas de retro porto, local usado para armazenar e administrar os produtos (cargas) que chegam no porto.

O projeto vai gerar 1,5 mil empregos durante o período da obra e 2 mil empregos na cadeia produtiva, até 4 anos após o término da construção, previsto para dezembro de 2008. A expectativa de faturamento anual naval é de US$ 100 milhões.

BR 101 NORTE

A privatização da BR-101 Norte é mais uma proposta do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) que vai beneficiar o Estado do Rio de Janeiro. O projeto consiste na instalação de postos de pedágio em 320 quilômetros da rodovia, no trecho que vai da Ponte Rio-Niterói até a divisa com o Espírito Santo. A cada 65 quilômetros, em média, vão ser construídas cinco praças de pedágio, com baixo volume de obras e melhorias.

A Rodovia BR-101 Norte recebe grande movimentação de cargas e serviços da Bacia de Campos, que produz 85% do petróleo do Brasil. É também uma das principais vias de ligação entre as regiões Norte e Sul do país, pelo litoral.

O projeto de concessão, que vai vigorar por 25 anos, inclui ainda a duplicação da pista em 70 quilômetros, além de trechos em terceira faixa e o contorno em Campos em pista simples.

BR 101 SUL

A duplicação do trecho entre a Avenida Brasil até a entrada para o município de Mangaratiba da BR-101 Sul vai melhorar o acesso ao Porto de Sepetiba além de beneficiar o transporte para escoamento da futura produção de aço da ThyssenKrupp CSA, CSN e a atual da Gerdau.  O projeto também vai reduzir o risco de acidentes, comuns, principalmente nos feriados. A iniciativa está prevista no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal.

Privatização da BR-393

A Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Serviços (Sedeis) está articulando como governo federal a privatização da BR-393, importante ligação entre as regiões Sul e Sudeste com o Nordeste brasileiro. A estrada serve como um desvio entre a BR-116 Sul (Rio-São Paulo) e a BR-116 Norte (Rio-Bahia) por encurtar distâncias, a partir da conexão via Barra Mansa, e é fundamental para o transporte de cargas, o que torna o intenso o tráfego de caminhões.

São 200 km de estrada no estado, desde o entroncamento com a Via Dutra, próximo a Barra Mansa, até a divisa com Minas Gerais, passando por importantes cidades, como Barra do Piraí, Vassouras, Paraíba do Sul, Três Rios, Santo Antônio de Pádua e outras. A União tem a intenção de repassar à iniciativa privada as tarefas de operação e manutenção durante 25 anos. De acordo com o projeto, deverão ser implantadas três praças de pedágio, numa média de uma praça a cada 67 km.

Para o Rio de Janeiro a melhoria trará muitas vantagens, já que o trecho necessita de diversas obras de infra-estrutura, para oferecer condições de tráfego seguras e confortáveis para os usuários.

Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj)

O Comperj vai ocupar uma área de 45 milhões de m2, no município de Itaboraí, Região Leste do estado, para produção de resinas termoplásticas e combustíveis. O investimento, estimado em US$ 8,5 bilhões, é considerado o maior da história da Petrobrás e vai consolidar o Rio de Janeiro como o grande concentrador de oportunidades de negócios no setor, além de atrair para o estado indústrias de bens de consumo que utilizam produtos petroquímicos em suas matérias-primas básicas.

O Projeto vai utilizar tecnologia inovadora, capaz de processar cerca de 150 mil barris/dia de óleo pesado de Marlim, partindo para os gases petroquímicos, que vão resultar nas resinas utilizadas na terceira geração. Também está prevista a recuperação florestal da região, com formação de corredores de biodiversidade.

A estimativa da Petrobras é de que o complexo petroquímico gere cerca de 212 mil empregos diretos e indiretos. O Comperj deve entrar em operação, em 2012, para ampliar a produção nacional de produtos petroquímicos, melhorando a geração de trabalho e renda nos municípios envolvidos no projeto e nas regiões vizinhas, além de aumentar a arrecadação para o estado e municípios.

Complexo do Açu

O projeto compreende, entre outras instalações, um porto em Barra do Açu, Município de São João da Barra, no Norte Fluminense, e um mineroduto a partir do interior de Minas Gerais. O investimento da MMX, empresa responsável pelo empreendimento, será de US$ 2,35 bilhões. A previsão de geração de empregos é de 1,3 mil diretos e 3,8 mil indiretos na construção, e 600 diretos e 1,8 mil indiretos na operação.

Projetado para ter 525 quilômetros, o mineroduto – praticamente todo ele subterrâneo – será o maior do mundo. Transportará a produção de minério de ferro da MMX, extraída em Conceição do Mato Dentro, Minas Gerais, até o Porto de Açu, cortando 32 municípios.

O complexo terá capacidade para receber navios cape size (capacidade igual ou superior a 80 mil toneladas, que são grandes demais para cruzar o Canal do Panamá) de até 250 mil Tpb (toneladas de porte bruto). Pelo porto serão escoados até 26,5 milhões de toneladas/ano de minério de ferro de alto teor, a partir de 2011.

Complexo Aeroportuário de Cabo Frio

O complexo aeroportuário de Cabo Frio vai passar por uma série de reformas. A idéia é aumentar o turismo na Região das Baixadas Litorâneas, atender à indústria petrolífera das Bacias de Campos e de Santos e fomentar o comércio exterior, permitindo, por exemplo, a exportação de pescado, frutas e flores.

Está prevista a ampliação da pista; a adequação do pátio de aeronaves; a implantação do terminal de cargas para produtos perecíveis e a implantação de um entreposto industrial (Aeroporto Indústria) na área adjacente ao aeroporto.

O projeto está sob a responsabilidade da operadora Costa do Sol. A Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Comércio promove a articulação com a Receita Federal para a implantação da alfândega no aeroporto.

Novos Resorts

As regiões dos Lagos e da Baía de Ilha Grande se preparam para um novo impulso, especialmente no setor de turismo de alta renda. Três resorts de grande porte vão ser construídos no estado.

Na Região dos Lagos dois complexos hoteleiros de alto luxo vão surgir para alavancar o turismo local. Na Praia do Peró, o projeto prevê a construção de seis hotéis de luxo, além de zonas residenciais. O investimento da construtora Agenco será de US$ 30 milhões O Reserva do Peró, como está sendo chamado, tem dimensões ainda maiores do que os da Costa do Sauípe, o complexo turístico da Bahia que movimenta, por ano, R$ 170 milhões, embora o número de quartos do projeto fluminense seja menor – aproximadamente 1.000 contra 1.600 do empreendimento baiano. A obra começa com a construção de um Club Med, seguida de uma unidade da rede Sheraton.

Ainda na Região dos Lagos, outros R$ 120 milhões serão investidos no setor turístico. Desta vez na Praia de Tucuns, vizinha à Praia de Geribá, no município de Búzios, onde a Construtora Wrobel e a Plarcon Engenharia se uniram para erguer o Resort Super Club Breezes. Será um resort operado pelo grupo jamaicano SuperClubs, com inauguração prevista para 2008, que contará com 329 unidades para acomodação dos hóspedes, sugerindo uma sofisticada vila de pescadores e voltado para a prática de esportes náuticos.

O grupo SuperClubs está há 28 anos no mercado hoteleiro e conta com 14 resorts, sendo 13 no Caribe e um no Brasil.

Na Baía de Ilha Grande o grupo espanhol Sol Meliá, junto com a João Fortes Engenharia, inaugura, ainda este ano, o Meliá Angra Resort – Mariana & Convention, em Angra dos Reis. A obra está em fase de acabamento e é o primeiro resort do grupo no Cone Sul.

Está localizado numa área de 98 mil metros quadrados, em frente à Ilha do Pimenta, sendo que 40 mil metros foram destinados à reserva natural. Será o maior complexo hoteleiro com marina integrada no litoral brasileiro, com capacidade para 320 embarcações, um grande centro de convenções e 200 apartamentos e bangalôs.

CSN

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) pretende instalar no Estado do Rio de Janeiro uma usina de placas de aço. A implantação da nova unidade, que corresponde a um investimento de R$ 4,7 bilhões, será construída numa área próxima ao Porto de Sepetiba, no Município de Itaguaí, e terá sua produção voltada, exclusivamente, para o mercado externo.

A iniciativa da CSN faz parte da estratégia de transformar o Rio de Janeiro no maior produtor do setor siderúrgico da América Latina, reduzindo, inclusive, a dependência econômica do petróleo. A empresa espera produzir, inicialmente, três milhões de toneladas/ano, até atingir a marca de seis milhões de toneladas/ano. A expectativa é de que sejam gerados 10 mil empregos diretos na fase de implantação da usina e outros 2,8 mil na fase de operação.

Desenvolvimento Florestal

Uma das prioridades da Sedeis é buscar alternativas para geração de emprego e renda em regiões com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). O estímulo ao desenvolvimento florestal é uma das alternativas apontadas para conter o êxodo rural com destino à Região Metropolitana e, ao mesmo tempo, ampliar as atividades econômicas para os trabalhadores, buscando a recuperação de regiões degradadas, existentes, principalmente, em grandes extensões do Noroeste Fluminense.

No caso do plantio do eucalipto, o projeto de desenvolvimento florestal prevê a captação de investimentos privados para o plantio, em parcerias com produtores locais ou em áreas próprias das grandes empresas, além do investimento em indústria de produção de celulose. A meta prevista no projeto é o plantio de  80 mil hectares de eucalipto, até dezembro 2010.

O desenvolvimento florestal ganhou, este ano, um novo reforço com a aprovação do Projeto de Lei 383/07 que tornou mais rigorosa a silvicultura em território fluminense, melhorando a competitividade para atrair projetos do setor. A nova lei favorece plantações industriais de eucalipto, seringueira, bambu e pinho no interior do estado.

A lei de zoneamento-ecológico prevê uma contrapartida verde para as empresas, estabelecendo um percentual de espécies de Mata Atlântica a ser plantado para cada 100 hectares de monocultura implantada. Este percentual é estabelecido de acordo com o nível de degradação do solo já existente nas diferentes regiões.

Revitalização do Aeroporto Tom Jobim

O Aeroporto Internacional Tom Jobim está sendo revitalizado. Além de melhorar as operações para os vôos de passageiros, o setor de cargas ganhará reforço, com a abertura de um terminal para exportação, que entra em operação ainda este ano, possibilitando o incremento do comércio exterior. O projeto prevê ainda o aumento da segurança operacional, com a reforma de pátios e da pista, e mais conforto para os passageiros e companhias aéreas.

A Sedeis é parceira nesse projeto que inclui também obras de reurbanização não só das faixas da Linha Vermelha, principal acesso rodoviário ao aeroporto, mas também das favelas instaladas na região próxima ao terminal.

Todo o projeto está orçado em R$ 140 milhões com a conclusão prevista para dezembro de 2010. A expectativa é de que sejam criados, inicialmente, 90 novos postos de trabalho.

ThyssenKrupp CSA – Companhia Siderúrgica

Complexo do grupo alemão ThyssenKrupp (90%) em parceria com a Companhia Vale do Rio Doce (10%), no Distrito Industrial de Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio. Além de ser o maior investimento privado no País (R$ 8,1 bilhões), é o principal empreendimento do novo pólo siderúrgico que está sendo criado na região de Santa Cruz e Itaguaí. O pólo tornará o Estado do Rio de Janeiro o maior produtor de aço da América Latina.

O empreendimento compreende terminal portuário, coqueria, termelétrica e usina siderúrgica com capacidade de produção de aproximadamente cinco milhões de toneladas de placas de aço por ano para exportação. O complexo vai gerar 3,5 mil empregos diretos na operação e 18 mil empregos diretos nas obras, que já foram iniciadas. Em relação a empregos indiretos, estima-se que serão criados 10.500 na operação. A usina será inaugurada em março de 2009.

A Thyssen Krupp CSA é o maior investimento da ThyssenKrupp fora da Alemanha. Com o empreendimento da CSA e os das outras empresas que vão integrar o novo pólo siderúrgico, a produção do Rio passará de 7,655 milhões para quase 25,3 milhões de toneladas de aço por ano, e o estado será responsável por cerca de metade da produção nacional de aço.
Depois de já ter concedido incentivos financeiros para o projeto, o governo do estado está participando de articulações para garantir a infra-estrutura do empreendimento, como transporte e energia.
O pólo siderúrgico vai gerar no estado 18 mil empregos durante os três anos de obra e, depois, quando estiver funcionando, entre diretos e indiretos, quase 30 mil empregos – incluídos os gerados pela Gerdau e pela CSN.

Votorantim

A usina será instalada em Resende, Região do Médio Paraíba, integrando o novo pólo siderúrgico do estado. A instalação da unidade vai gerar 2,3 mil empregos diretos na construção e setecentas outras vagas no início da operação.  A usina produzirá aços não-planos para a construção civil, com estimativa de 1 milhão de toneladas/ano. O término das obras está previsto para julho de 2009. O investimento será de 1,128 bilhão.

Fonte: PRODERJ – Governo do Estado do Rio de Janeiro

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